Economistas, entidades e empresários lamentam morte de Eduardo Campos
13 de agosto de 2014
A trágica morte de Eduardo Campos abalou o meio empresarial brasileiro, onde o presidenciável mantinha boas relações, inclusive na Paraíba, onde articulou algumas estratégias junto ao governo estadual. As propostas do candidato para a economia, que contemplavam uma reforma tributária e melhorias na infraestrutura do país, agradavam representantes de diversos setores, que lamentaram a perda de uma “terceira via” para a política brasileira.
Anfitrião de um dos últimos encontros entre Campos e entidades empresariais, Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquina e Equipamentos (Abimaq), contou que o conhecimento do político sobre os problemas que afetam o segmento, que vive um ano de fraco desempenho, impressionaram. “Ele nos impressionou pelo preparo e serenidade das colocações. E nos impressionou pela lição de casa que ele fez. Ele tinha lido a problemática do setor de máquinas e veio muito preparado. Ele tinha colocações bastante claras e o entendimento da importância da indústria, até porque ele foi responsável pela reindustrialização de Pernambuco, com o complexo Suape. Ele tinha consciência da importância disso e consciência de que a indústria está sendo muito maltratada”, disse Pastoriza.
Muito próximo a Eduardo Campos, o empresário João Doria Jr. afirmou que recebeu a notícia com muita tristeza. Para ele, o político era não só um “grande brasileiro” e um “patriota”, mas também “bom pai e bom amigo”. “Não são muitos que tinham um pensamento moderno, equilibrado e de boa gestão da coisa pública como o Eduardo. Perdemos um excelente quadro da vida pública brasileira e um ser humano”, disse Doria, destacando que o presidenciável era visto com respeito pelo meio empresarial.
Para ele, as propostas do presidenciável eram respaldadas pela gestão no governo de Pernambuco: “As propostas que o Eduardo apresentava eram basicamente aquelas que ele exercitou na prática no governo de Pernambuco, que tiveram êxito no plano econômico e no plano social”, comentou.
Em nota, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também lamentou a morte de Eduardo Campos, destacando que o político tinha “fé no potencial do país”.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde Campos este no último dia 30 de julho, ressaltou “a determinação, o espírito público, a capacidade de gestão e a habilidade de articulação política fizeram dele um dos governadores mais bem avaliados do país e o colocaram entre os principais presidenciáveis.”
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, declarou, em nota, estar chocado com a morte do candidato à Presidência da |República pelo PSB, Eduardo Campos, e lamentou a perda do líder e do administrador.
“Estou profundamente chocado com a trágica notícia da morte do ex-governador Eduardo Campos. O Brasil e Pernambuco perderam um grande líder político e um administrador público competente. Mas meus pensamentos neste momento são para sua família, a quem estendo profundo pesar em meu nome pessoal, como seu admirador e amigo,” disse Portugal.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, classificou como “uma perda forte para a política nacional” a morte do candidato. Moan, que participa do 24º Congresso da Fenabrave, em Curitiba (PR), disse que Campos era “um político nato, uma pessoa que negociava e costurava com habilidade”. Moan lembrou que conheceu Campos quando ele ainda era secretário da Fazenda em Pernambuco e que teve vários contatos com o político quando ele fora ministro da Ciência e Tecnologia e governador pernambucano.
Morte prematura – Morreu nesta quarta-feira (13/08), o candidato à presidência do PSB, Eduardo Campos, aos 49 anos. Ele esteve na Paraíba no sábado (9), em sua última semana de campanha à Presidência. O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, decretou luto oficial de três dias pelo falecimento.