Procon de Cabedelo fiscaliza atendimento ao usuário em agências bancárias
4 de agosto de 2014
A Procuradoria do Consumidor (Procon) de Cabedelo realizou, na última sexta-feira (01), uma fiscalização nas agências bancárias do município para identificar possíveis falhas estruturais ou operacionais no atendimento aos usuários. Ao todo, foram visitados quatro estabelecimentos, e apontadas irregularidades em três deles.
A equipe do Procon observou itens como exposição de quadros informativos sobre tarifas de serviços bancários e taxas de juros; disponibilidade de sanitários; acessibilidade para pessoas com deficiência; número insuficiente de atendentes nos caixas e obediência às leis que estabelecem tempo de tolerância para o atendimento nas agências.
A primeira agência a ser visitada foi a da Caixa Econômica Federal. Lá, foram constatadas irregularidades na exposição das informações sobre tarifas aos usuários, que não estavam claras e precisas. Também foi lavrado auto por falta de banheiro para os clientes. O banco terá um prazo de dez dias para adequação, sob pena de aplicação de multa.
Na agência do Banco do Brasil, a maior queixa dos usuários diz respeito ao descumprimento dos limites fixados na Lei estadual 9.426, de 12 de julho 2011, que disciplina o tempo de espera por atendimento: 20 minutos em dias normais e 30 minutos em véspera ou depois de feriados. Segundo os consumidores, na agência bancária apenas estavam funcionando dois caixas para atendimento, acarretando uma espera de mais de 50 minutos.
No Banco Itaú, em Intermares, os fiscais constataram falta de informações sobre os valores das tarifas bancárias, ausência de máquina na recepção para a emissão de senhas e falta de acessibilidade na calçada para pessoas com deficiência física. Foi determinado prazo para empresa solucionar todos os problemas.
A agência do banco Bradesco também foi fiscalizada, mas nenhum descumprimento foi observado.
De acordo com o secretário geral do Procon Cabedelo, Francinaldo Oliveira, a fiscalização teve um caráter educativo. “Nesse primeiro momento, constatadas as irregularidades, as agências foram apenas notificadas, tendo prazo para se adequarem às exigências. Em caso de não cumprimento, as fiscalizações terão sequência, através de procedimento administrativo. Havendo reincidência, as empresam podem sofrer sanções, multa e até mesmo impedimento de atuação”, explicou