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“O mercado de educação superior da Paraíba está saturado, mas as instituições de trabalho sério terão vida longa”

8 de julho de 2014

Um mercado
necessário, mas saturado. Esta é a opinião de grande parte dos especialistas em
ensino superior brasileiro, que acreditam que há muitas instituições privadas
para pouca qualidade. Em suma: muitas escolas, mas ineficientes. Quem corrobora
essa opinião é o fundador e acionista majoritário do Grupo Ser Educacional,
ao qual integra a Faculdade Maurício de Nassau, Janguiê Diniz.

Também educador, Janguiê Diniz acredita
que, embora o acesso seja crescente e positivo, os instituições devem focar na
qualidade. “O mercado de educação superior da Paraíba já está saturado, mas as estão
instituições que estão desenvolvendo um trabalho sério e ministrando um ensino
de qualidade terão vida longa”, disse em entrevista exclusiva ao Paraíba Total.

No Estado, são
mais de 30 unidades de educação superior particulares espalhadas pelo Estado.  No ano passado, sete, das 16 avaliadas, tiveram
reprovação do Ministério da Educação. “Os demais estão fadados ao insucesso”,
completou.

Pelo MEC, a Maurício de Nassau vai bem.
“O ensino ministrado pelas Faculdades Maurício de Nassau está entre os melhores
do país. Todas as nossas IES já maduras possuem IGC 3 e os seus respectivos
cursos CPCc 3 e 4 ( índice do MEC de 1 a 5)”, contou.

A instituição está presente em todos os
estados do Nordeste e em dois estados da região Norte, Amazonas e Pará.  Na Paraíba, a Faculdade Maurício de Nassau em
João Pessoa conta com duas unidades: um prédio situado na Avenida Almirante
Barroso e outro na Avenida Epitácio Pessoa, que, juntos, contam com mais de 30
cursos de graduação, além de pós-graduação e em nível técnico nas áreas de
humanas, saúde e exatas. 

Abaixo, trechos da entrevista.

Há quanto tempo o senhor está à frente
da reitoria da Maurício de Nassau e quais são os principais avanços e metas de
sua gestão?

Estou à frente da Reitoria do Centro
Universitário Maurício de Nassau, Uninassau, em Recife, há pouco mais de um
ano. Sou fundador do Grupo Ser Educacional, que mantém as Faculdades Maurício
de Nassau e Joaquim Nabuco, em todo o Norte e Nordeste. A instituição em João
Pessoa foi a primeira unidade de expansão fora de Pernambuco, cidade em que
iniciamos os investimentos. O ensino ministrado pelas Faculdades Maurício de
Nassau está entre os melhores do país. Todas as nossas IES já maduras possuem
IGC 3 e os seus respectivos cursos CPCc 3 e 4 ( índice do MEC de 1 a 5). Temos
vários projetos de extensão e de pesquisa em diversas ares do conhecimento
humano.

Qual a missão da Maurício de Nassau e
como ela tem atuado em nosso Estado?

Acredito que, para crescer no Brasil,
só é possível com muito estudo e perseverança na educação continuada. A
qualificação profissional é importante para ser inserido no mercado e perdurar
dentro dele. Sem dúvida, um dos principais desafios, para mim que também sou
educador, é oferecer um ensino de qualidade ao máximo de pessoas possível. Para
alcançar este objetivo, investimos em tecnologia, laboratórios bem equipados e
em um corpo docente composto, em sua maioria, por mestres e doutores. Em João
Pessoa, oferecemos mais de 30 cursos de graduação, além de pós-graduação e em
nível técnico nas áreas de humanas, saúde e exatas.

Em quais estados atua a Maurício de
Nassau atualmente e como se deu a escolha de atuação na Paraíba?

A instituição está presente em todos os
estados do Nordeste e em dois estados da região Norte, Amazonas e Pará.
Procuramos investir nas regiões em desenvolvimento a fim de suprir a carência
da mão de obra e facilitar o acesso à educação. O foco do Grupo Ser Educacional
é desenvolver as regiões onde está inserido por meio de prestação de um serviço
de qualificação profissional de qualidade.

Atualmente tem crescido em que
percentuais a procura na Paraíba pela educação superior e qualificação
profissional em função da exigência do mercado de trabalho. Como o senhor
avalia este cenário?

A procura pela qualificação, seja ela
no ensino superior ou técnico, é constante em virtude do crescimento da
exigência do mercado profissional. Contamos com programas de financiamento como
Fies e Prouni, que, sem dúvida, se tornam um atrativo para os estudantes que
buscam uma boa instituição para se capacitar, mas não possuem uma condição
financeira tão acessível. Outro fator que podemos ressaltar é a disponibilidade
de cursos à distância, que possibilitam uma graduação com a mesma qualidade da
presencial, sem sair de casa ou do ambiente de trabalho. A Ununassau oferece 18
cursos de graduação à distância.

Em sua opinião os alunos da Maurício de
Nassau têm sido bem aproveitados no mercado de trabalho da Paraíba? E os cursos
que a instituição oferece estão dentro das exigências e das potencialidades de
trabalho que têm o Estado?

Os profissionais formados pelas
Faculdades Maurício de Nassau são bem colocados no mercado de trabalho. Temos
uma formação voltada para as necessidades que os empregadores, cada vez mais
exigentes, demandam. Eles aprendem ainda dentro da instituição, dentro das
atividades práticas por meio de nossas e capacitações desenvolvidas pelo nosso
Núcleo de Talentos, como se portar diante dos desafios da vida profissional.
Também dispomos de serviços de atendimento ao público, clínicas-escola e
Escritórios Jurídicos Juniors, que certamente são diferenciais para a boa
colocação de mercado dos nossos estudantes.

Como o senhor avalia o mercado de
ensino na Paraíba? Há espaços para mais universidades e faculdades públicas e
privadas?

O mercado de educação superior da
Paraíba já está saturado, mas as instituições que estão desenvolvendo um
trabalho sério e ministrando um ensino de qualidade terão vida longa. Os demais
estão fadados ao insucesso.

O setor de educação pública é muito concorrido, e ao mesmo tempo ainda
carente de investimentos. De que forma a instituição enfrenta essas
dificuldades?

Além de facilitar o acesso dos
estudantes ao ensino superior, com programas de financiamento, nós investimos
em profissionais qualificados para desenvolver os nossos estudantes em sala de
aula, em tecnologia e em laboratórios modernos. Realizamos ainda ações de
responsabilidade social, nas quais envolvemos os estudantes a fim de
desenvolver as habilidades aprendidas na rotina acadêmica. Nosso objetivo não é
formar apenas profissionais qualificados, mas também cidadãos conscientes do
seu papel na sociedade.

Qual a sua opinião sobre as cotas nas
instituições de ensino superior? São necessárias?

Do ponto de vista legal, acho que as
cotas são inconstitucionais. Pois não pode haver tratamento diferenciado para
as pessoas, sejam elas de qualquer cor, raça ou classe social. É o que diz o
princípio constitucional da isonomia. Entretanto, do ponto de vista social é
importante. Não há negar que certas pessoas têm oportunidades diferentes em
nosso país. Do ponto de vista das IES privadas também acho favorável. É que 50%
dos bons alunos que estudaram nas melhores escolas e antes iam para as instituições
federais, hoje vão para as IES privadas em virtude das cotas.