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“Esperamos incentivos governamentais não só para os que atuam no setor, mas para a população, nosso público consumidor”

1 de julho de 2014

O setor da construção civil é um dos segmentos que mais tem crescido e impulsionado a economia do país nos últimos anos. Na Paraíba, esse setor além de expandido, tem atraído grandes empresas brasileiras, e com isso, fomentado a oferta de imóveis – inclusive os de luxo. 

Uma das tradicionais empresas que atuam nesse mercado paraibano é a construtora Massai, que se instalou no Estado há 18 anos, com sedes em Campina Grande e em João Pessoa e que possui mais de 500 colaboradores. Em entrevista ao Paraíba Total, o sócio e diretor financeiro da Massai, Alisson Dennis Delmas Nunes, falou da história da empresa de construções e incorporações e dos seus diferenciais de mercado. “Uma das coisas que a gente se preocupa muito é com o desenvolvimento e com o crescimento profissional da nossa equipe. Nos últimos anos, nós temos investido na departamentalização da empresa e na profissionalização, por meio da contratação de pessoas cada vez mais qualificadas e investindo na qualificação daqueles que já fazem parte do quadro”, destacou ele, que é um dos sócios da construtora.

Sobre a falta de mão de obra nesta área – maior problema enfrentado pela construção civil – a Massai tem um diferencial: o Programa de Desenvolvimento Massai (PDM), um módulo mensal de treinamento. “É praticamente um MBA que temos aqui”, avaliou o diretor.

Ao longo da entrevista, o dirigente destacou João Pessoa como a cidade mais viável para sua atuação. “Hoje, a Capital paraibana é o melhor mercado para a Massai. A cidade tem se desenvolvido muito em função do estrangulamento e proximidade do Recife”, comentou.

Abaixo, trechos da entrevista.

Conte-nos um pouco da história e da estrutura da Massai.  Qual o perfil dos clientes e do público da empresa e diferenciais corporativos?

Antes de a Massai ser constituída eu e os meus dois sócios, Guy Porto, diretor de Planejamento, e Herbert Rocha, de Obras, tivemos a oportunidade de trabalhar juntos na construção civil, administrando obras através do sistema de construção por administração, mais conhecido como condomínio fechado. Essa experiência foi boa porque tivemos a oportunidade de nos conhecer na prática, exercendo as funções que temos hoje. Com o tempo, nos organizamos e conhecemos a potencialidade na área de cada um. A gente resolveu acreditar no mercado e constituir a Massai, em 1996. Em 1997, lançamos o primeiro empreendimento, em Intermares, na cidade de Cabedelo. A série Ampares veio logo em seguida e daí a coisa foi dando certo. Em 2009, continuamos expandindo, desta vez chegamos à cidade de Campina Grande. Hoje, em função do alto padrão de qualidade dos nossos empreendimentos, nosso público maior é o das classes A e B. Contudo, desenvolvemos imóveis para os mais variados públicos, não só aqui na Paraíba, mas também no Rio Grande do Norte, onde também atuamos há 12 anos.

O mercado da construção civil tem movimentado, de forma expressiva, a economia do Nordeste. Como o senhor avalia o comportamento desse setor no Estado da Paraíba?

Tem evoluído bastante e isso nos exige maiores e frequentes investimentos e empenho diário para acompanharmos as suas tendências e as exigências de mercado e dos clientes, que primam sempre por conforto, qualidade e segurança em suas aquisições, além de claro, preços que estejam dentro de suas realidades e posses.

O que há de atrativo na Paraíba para o mercado imobiliário?

Hoje, João Pessoa é o melhor mercado para a Massai. A cidade tem se desenvolvido muito em função do estrangulamento e da proximidade da capital pernambucana, por essas indústrias que estão chegando, por esse crescimento que as pessoas estão percebendo nessa ligação entre João Pessoa e Recife. Acreditamos que pela qualidade de vida que temos, pela nossa infraestrutura e pelo ordenamento que a cidade vem vivenciando, isso tem implicado numa maior demanda. Isso é percebido também pelo interesse de outras empresas que atuam em outras regiões do Nordeste estarem vindo investir e lançar empreendimentos aqui.

Para o lado do consumidor, há muitas particularidades regionais na busca de um imóvel. O que busca o consumidor paraibano na hora de comprar uma casa ou apartamento?

Como já observei antes, uma expressiva fatia dos clientes paraibanos buscam sempre conforto e qualidade em suas aquisições, mas, levando sempre em consideração, claro, os preços que estejam dentro de suas necessidades.

Passada a fase de investimentos ligados ao programa Minha Casa Minha Vida, que fez muitas empresas apostarem forte em imóveis para a baixa renda, o segmento de alto padrão está voltando a seduzir construtoras e incorporadoras de peso, além de novas entrantes no mercado. Como a Massai tem se comportado nesse movimento?

De forma bastante sadia e apostando sempre em nunca fugir à nossa regra primordial, que tem como principal objetivo construir edificações viáveis com qualidade para os nossos clientes, apoiando projetos sociais e programas sustentáveis. É assim que atuamos.

Nos últimos anos, muitas construtoras de fora do Estado vieram investir aqui, inclusive com propostas diferenciadas em condomínios verticais. O aumento na quantidade de empresas no setor da construção civil tem gerado empreendimentos de mais qualidade? Quais as vantagens dessa competitividade?

A vantagem disso tudo é sempre nos deixar não obrigados, e sim, bastante motivados a manter e até de buscar ampliar cada vez mais o nosso padrão de qualidade, segurança e conforto, que já dispomos através dos nossos empreendimentos. 

A falta de mão-de-obra qualificada é um gargalo, segundo avaliação do Sinduscon-JP. Qual a análise do senhor sobre o mercado de trabalho nessa área? Há incentivos para a capacitação dos trabalhadores da construção civil? 

Isso é uma verdade, não existem incentivos. Então, para superar essa dificuldade a Massai desenvolve uma grande ação. Criamos e desenvolvemos o Programa de Desenvolvimento Massai (PDM), um módulo mensal de treinamento. Ele é, sem sombra de dúvida, algo que considero muito melhor do que muitos outros cursos que existem por aí. É praticamente um MBA que temos aqui. Há módulos focados em gestão e liderança, mas também há módulos técnicos. Nós sempre estamos dispostos em investir na qualificação do colaborador. A gente tem um gestor emocional, que está aqui para ouvir nossa equipe, por que a gente lida com gente e não com máquina. Muitas vezes estamos mal e precisamos ter em quem confiar. Alguém com quem a gente possa desabafar ou apenas pedir uma orientação, até mesmo com base bíblica. Não digo religiosa, digo bíblica. A gente investe em um profissional para cuidar de nossa equipe. Também desenvolvemos um projeto de treinamento para parceiros externos, que é um programa voltado a corretores imobiliários. A nossa preocupação em passar as informações, em ser profissional é tanta que vimos a necessidade de também capacitar o mercado com técnicas de venda, de negociação, de como atender melhor o cliente.

O setor de serviços da construção civil é um dos que mais empregam pessoas, mas também é um dos que há mais rotatividade de profissionais. Como a Massai trabalha essa problemática?

Uma das coisas que a gente se preocupa muito é com o desenvolvimento e com o crescimento profissional da nossa equipe. Nos últimos anos, nós temos investido inclusive na departamentalização da empresa e na profissionalização, através da contratação de pessoas cada vez mais qualificadas e investindo na qualificação daqueles que já fazem parte do quadro. Na área de produção, nós fazemos um trabalho em cima da multiplicação desses profissionais. Por exemplo, com um ajudante de pedreiro, a gente vai fazendo um trabalho de treinamento e, através da própria colaboração dele, ele vai se tornando um profissional mais capacitado.

Quais as próximas novidades da Massai para o segundo semestre de 2014 e para o ano de 2015?

A Massai tem sim projetos inovadores para o ano de 2015. Mas, não podemos ainda divulgar detalhes. Isso porque, o segredo sempre foi a alma dos negócios. Mas, uma coisa é certa, buscaremos sempre elevar nosso padrão de qualidade, segurança e conforto.

Em linhas gerais, o que o setor da construção civil espera para este ano de 2014?

Esperamos maiores incentivos governamentais não só para os que atuam no setor, mas para a população, que é nosso público consumidor, para que a mesma possa continuar realizando seus sonhos que obter seu lar próprio ou mesmo de um espaço físico para montar seu negócio, seu trabalho, pois isso só aquece ainda mais a nossa economia e gera desenvolvimento ao Estado e ao país.

Na sua opinião, como a Massai tem contribuído para o desenvolvimento econômico da Paraíba e de que maneira?

A Massai contribui nesse sentido, já em pertencer a um segmento de serviços, como o da construção civil, que é um dos que mais empregam pessoas. Pois, ao geramos ofertas de trabalho, consequentemente estamos gerando renda ao Estado nos seus mais variados segmentos.

Algo mais a acrescentar aos leitores do Paraíba Total?

Gostaria apenas de acrescentar que o trabalho da Massai consiste não apenas em construir habitações, moradias, mas, sim de proporcionar de todo e qualquer cidadão, indiferente da classe econômica, realizar o sonho de ter um lar próprio. É claro que por ser uma empresa a gente sempre procura analisar a viabilidade do negócio, mas a maior motivação da gente, de ainda estar no negócio (que não é fácil por que a construção civil é um mistura de indústria, comércio e serviço e, além disso, é totalmente diferente de uma indústria normal), é ter o privilégio de poder planejar algo, vender o sonho para tantas pessoas e ver esse sonho se realizar. A gente percebeu isso mais nitidamente não faz muitos anos. Lançamos um produto e vendemos para um empresário local. Ele criou um amor tão grande àquilo, que não se desfez de nenhuma unidade, nem mesmo alugou. A gente passava pelo empreendimento e não via ninguém morando. Resultado: a gente sequer pôde pesquisar se o cliente estava satisfeito. Assim, percebemos que o dinheiro não é o maior motivador da gente.