Confiança em privacidade online do Brasil está entre piores, diz pesquisa
19 de junho de 2014
Embora os benefícios proporcionados pelo avanço tecnológico sejam indiscutíveis, a questão envolvendo tecnologias digitais e privacidade ainda é permeada por uma série de paradoxos, cada um deles com sérias implicações para consumidores, empresas e os fornecedores de tecnologia, conforme revela o Índice EMC de Privacidade, estudo global realizado pela EMC, fornecedora de soluções de armazenamento e gerenciamento da informação, que avalia as atitudes dos consumidores em relação à privacidade online.
O estudo, para o qual foram entrevistadas 15 mil pessoas, revela que os pontos de vista sobre privacidade variam muito conforme a região e o tipo de atividade realizada online.
No caso do Brasil, que ficou na quinta posição entre os 15 países avaliados, 26% dos entrevistados disseram estar dispostos a negociar a privacidade para maior conveniência online, enquanto 56% declararam que não trocariam a privacidade pela conveniência e desejam mais controle sobre seus dados pessoais.
Assim como nos demais países, no Brasil, os usuários de mídias sociais revelaram ter a menor confiança na ética e nas habilidades das organizações em relação à proteção de sua privacidade.
O estudo mostra que 58% declaram ter confiança nas habilidades dos fornecedores para proteger dados pessoais e 53% disseram ter confiança na ética dessas organizações, o que coloca o País entre os menores índices de confiança.
O uso de sites de mídia social continua explosivo, apesar de os entrevistados brasileiros suporem que sua privacidade será mais difícil no futuro.
No geral, a confiança na privacidade no país é baixa. Dos entrevistados no Brasil, 71% disseram que sentem ter menos privacidade agora do que há um ano.
Além disso, 73% acreditam que a privacidade será mais difícil de manter nos próximos cinco anos. Para 89% dos usuários brasileiros de mídias sociais, devem existir leis que proíbam as empresas de comprar e vender dados pessoais, sem consentimento.
No Brasil, 76% dos entrevistados relataram já ter sofrido violação de dados (conta de e-mail invadida; dispositivo móvel perdido ou roubado; conta de mídia social invadida etc.), embora muitos deles não tenham tomando medidas para se proteger — 56% não trocam as senhas regularmente; 19% não personalizam as configurações de privacidade nas redes sociais; e 33% não usam proteção por senha nos dispositivos móveis.