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Dois mil servidores da Secretaria de Saúde de CG paralisam atividades a partir desta quinta-feira (06)

6 de março de 2014

Aproximadamente dois mil servidores de 23 categorias da Secretaria de Saúde de Campina Grande vão paralisar as atividades a partir desta quinta-feira (06), por tempo indeterminado. A greve foi decidida durante uma assembleia realizada semana passada e apenas 30% do efetivo irá trabalhar. 

As 94 equipes que atendem nas 74 unidades do Programa Saúde da Família (PSF), serão mais afetadas, porque contam com quase 100% do número os servidores efetivos que irão paralisar. 

Eles reivindicam a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), o pagamento da Gratificação de Incentivo ao Trabalho (GIT), reajuste de 35% da data-base de maio e a realização de concurso público. 

Com a greve, cruzarão os braços médicos, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, agentes de saúde e de endemias e outras categorias lotadas na Secretaria de Saúde. 

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), Napoleão Maracajá, a implantação do PCCR é a principal reivindicação dos servidores e que, desde o ano passado, a prefeitura já havia sido notificada sobre a greve, caso as reivindicações não fossem atendidas.

“Em nenhum momento fomos atendidos pela prefeitura e o prazo que foi dado acabou. Agora, os funcionários vão de fato, cruzar os braços por tempo indeterminado, até que seja tomada uma providência por parte da prefeitura”, contou ele.

De acordo com o presidente, no próximo dia 17, os grevistas irão se unir aos servidores da educação para promover uma mobilização na cidade. “Porque nos dias 17, 18 e 19 haverá uma mobilização nacional por parte da Educação, e o Sintab já aderiu a esse movimento. Além dos servidores municipais da educação paralisarem por três dias, os da saúde também se unirão a eles na mobilização, para chamar a atenção do governo sobre o cumprimento de tudo que não está sendo feito”, comentou Napoleão Maracajá.

A coordenadoria de comunicação da PMCG afirmou que os motivos da greve são desconhecidos pela administração municipal. Ela ainda informou que o pagamento dos salários está sendo efetuado em dia e os reajustes salariais foram concedidos dentro da lei e que a prefeitura irá pedir a ilegalidade do movimento e acionar judicialmente os funcionários que aderirem.