Em quatro anos, mais de 1,2 milhão de universitários fecharam contrato com Fies
25 de fevereiro de 2014
Apenas em janeiro de 2014, 102 mil universitários contrataram o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Desde 2010, o número é de 1,2 milhão, de acordo com estimativa do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).
O total de contratos em janeiro deste ano já é mais do que no ano inteiro de 2010, quando o número foi de 76 mil. Foi em 2010 que as novas regras do fundo começaram a valer: os juros caíram, a carência para início do pagamento após o término do curso cresceu e em alguns casos o fiador não é mais necessário. Com isso tudo, a previsão é o número de contratos continue a crescer.
É que, além de o financiamento atrair novos alunos, ele traz segurança. Com o Fies, a universidade recebe os repasses diretamente do governo federal e não corre o risco da inadimplência.
À medida em que os contratos sobem, a inadimplência cai. Mais do que a queda, a inadimplência no setor cai em um momento em que a inadimplência geral apresentou aumento. Isso reflete bem como o Fies se tornou uma grande oportunidade para as universidades.
A classe C era excluída porque muito não tinha condição de pagar uma faculdade particular, não conseguia ser aprovada em uma pública e também não se enquadrava para uma bolsa como a do ProUni, que atinge principalmente a classe D e E..
O perfil dos estudantes que contratam o Fies é o seguinte: 82% tem renda familiar de até 5 salários mínimos; 78% tem renda de 1,5 salário mínimo per capita; 75% vem de escola pública; 63% tem entre 18 e 24 anos, 59% são mulheres e 50% são brancos.
Os cursos mais financiados por esses alunos são: Engenharias (222 mil), Direito (196 mil), Administração (106 mil) e Enfermagem (98 mil).