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Bandeira Branca lidera em postos e tira liderança da BR Distribuidora

20 de agosto de 2012

 -posto gasolina 

O crescimento expressivo dos chamados postos de Bandeira Branca (aqueles que não são vinculados a nenhuma marca de combustíveis) em João Pessoa nos últimos cinco anos tirou da BR Distribuidora o título de líder do mercado local, em número de pontos de revenda.
De acordo com dados fornecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), a capital paraibana segue a tendência nacional de perda de espaço dos postos associados a uma distribuidora para aqueles livres de qualquer contrato.
O levantamento realizado pela ANP aponta a existência de 37 postos de combustíveis de Bandeira Branca só em João Pessoa, o que representa uma participação de 33,3% no mercado local atualmente (a capital possui 111 postos revendedores autorizados pela ANP).
Esse número cresceu em 94,73% desde 2007, ano marcado pela Operação 274 da Polícia Federal, que desarticulou uma quadrilha de empresários e distribuidoras que praticavam cartel na cidade.
Na época, João Pessoa somava apenas 19 postos de Bandeira Branca dos 75 autorizados pela ANP.
A distribuidora BR, então líder do mercado em João Pessoa, também ampliou o número de postos na capital, saindo dos 27, em 2007, para os 31, atualmente (incremento de 14,81%). Esse aumento, porém, não foi o suficiente para a empresa se manter no topo, perdendo espaço para o segmento de Bandeira Branca.
Os postos Ipiranga permaneceram na terceira colocação do ranking, com um aumento de 40% no número de postos ao longo desses cinco anos (dez postos em 2007 e 14 hoje).
Fama de adulteração marca postos
Uma dificuldade que pesa nos postos de Bandeira Branca que precisa ser superada consiste no preconceito por parte de alguns consumidores em comprar gasolina em estabelecimentos que não tenham vínculo com alguma marca em especial. O presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool da Paraíba (Sindálcool-PB), Edmundo Barbosa, esclarece que essa lógica não faz sentido, uma vez que a adulteração da gasolina pode ser feita em postos de distribuidoras conhecidas.
“Esse é um movimento nacional, impulsionado pelo fato do proprietário do posto poder escolher o combustível da marca que estiver mais em conta. Quando o posto faz contrato com uma distribuidora, ele é obrigado a revender o combustível só dela, não há negociação”, revela o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Hamad Filho.