Contra celulite e até hidratante, jeans é eleito pela indústria têxtil
3 de fevereiro de 2014
Seja claro, escuro, justo ou largo, o jeans está no armário da maior parte da população brasileira. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) em outubro, o segmento de jeanswear é o que mais cresceu dentre todos os artigos de vestuário produzidos no Brasil nos últimos anos, com expectativa de expansão de 3,5% em 2013.
Somente em 2012, o Brasil produziu 349,8 milhões de peças feitas a partir do denim (tecido de algodão tingido de azul na parte exterior dos fios). Com o crescimento notável, a indústria têxtil nacional voltou sua atenção para o setor e investe em maneiras de inovar as peças já tão conhecidas pelos brasileiros.
Foi pensando no potencial de consumo do jeans e em como reinventar esse clássico que a Rhodia Brasil, grupo especializado em fibras sintéticas e polímeros, desenvolveu o denim com o fio sintético Emana, que reduz os sinais da celulite e a fadiga muscular. A microfibra transforma o calor liberado pelo corpo humano em raios infravermelhos longos, que estimulam a circulação sanguínea.
Para o consumidor obter a redução dos sinais da celulite, é necessário que ele utilize a peça por três horas diárias, durante 30 dias. A novação no segmento de jeanswear é cada vez mais demandada pelo público, que antes encontrava tecnologia têxtil mais facilmente disponível apenas em produtos esportivos e nas peças de lingerie e roupa de banho.
A marca norte-americana Wrangler também percebeu a necessidade de fazer com que o jeans interagisse com o corpo humano e desenvolveu a linha “Denim Spa”, com propriedades hidratantes. As peças contêm manteiga de karité e óleo de semente de pêssego na composição, levando os benefícios destes elementos para a pele de quem usá-las.
Já a Invista, também produtora de fios sintéticos e polímeros, apostou na mistura do fio de elastano ®LYCRA com o denim para produzir um jeans com uma maior elasticidade. O desenvolvimento do novo denim também levou em consideração as mudanças no gosto do público como, por exemplo, a moda da calça skinny, mais ajustada ao corpo, para os homens.
A expectativa agora é que o setor têxtil do País cresça 3% em 2014, segundo a ABIT. Enquanto isso, o jeans deve continuar sendo o companheiro dos brasileiros seja para o trabalho ou para o lazer, seja básico ou brilhando no escuro.