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Aquisição de planos funerários cresce também na Paraíba

26 de dezembro de 2013

A maioria das pessoas não gosta de pensar nos momentos de falecimento e luto, mesmo que a situação seja inevitável. No entanto, dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que a população está mais consciente dessa realidade, tanto que passou a se organizar melhor para o futuro e tem investido em planos funerários como forma de proteção das finanças.

 A ascensão das classes C e D tem impulsionado o mercado devido ao poder aquisitivo adquirido. Com isso, a ideia é reservar e proteger o patrimônio, além de prevenir eventualidades e evitar que as contas entrem no vermelho, tendo em vista a imprevisibilidade da situação.

Os serviços oferecidos pelos planos funerários tem auxiliado a população não apenas na organização financeira, mas, também, na resolução dos trâmites e em toda a assistência no momento da perda. Essas vantagens impulsionaram o crescimento do mercado e, de acordo com informações da Susep, de janeiro a julho de 2013, o seguro funeral arrecadou – em prêmios diretos – R$135,7 milhões enquanto que no mesmo período de 2012, o setor obteve R$87,2 milhões em prêmios diretos.

A situação na Paraíba não é diferente e segundo Antonio Ricardo Santos, gerente do Grupo Vila no estado, a aceitação e a procura pelo serviço tem aumentado na capital. “O mercado de João Pessoa tem, cada vez mais, respondido de forma positiva ao segmento de plano funerário, tendo em vista que o público, de maneira geral, já está se sensibilizando com o produto”, revela.

No entanto, essa procura é mais intensa após os 45 anos, pois as pessoas dessa faixa etária passam a se preocupar mais com a prevenção que os jovens. De acordo com dados do Grupo Vila, na Paraíba 18,81% dos que adquirem o Plano Sempre (assistência do Grupo) têm de 54 a 59 anos e 19,53% possui de 60 a 65 anos.

Isto se dá pelo fato de que a expectativa de vida do brasileiro teve uma elevação de 12,95 anos, no período de 1980 a 2010, como indicam dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desta forma, com a perspectiva mais concreta da velhice, a população passou a se preocupar não apenas com a chegada do luto, mas, principalmente, em se prevenir para situações inesperadas do futuro.