Unipê promove projeto de ação social e seleciona voluntários
9 de setembro de 2013
O Projeto Acesso Cidadão: ao Lazer, Esporte, Arte e Cultura do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), está selecionando alunos de todos os cursos da área de saúde para atuarem como voluntários. Pessoas da comunidade em geral também podem se inscrever para serem voluntários do projeto.
As atividades são desenvolvidas todos os sábados, das 8h às 12h na Praia do Cabo Branco, na capital paraibana. O projeto oferece inclusão social por meio do lazer, do esporte, da cultura e da arte a pessoas com deficiências ou com mobilidade reduzida a exemplo dos idosos.
Os interessados poderão realizar suas inscrições até a próxima quinta-feira (12), na Coordenação do curso de Fisioterapia do Unipê, pela manhã e à tarde. A seleção será realizada na sexta-feira (13). “Abrimos 20 vagas para alunos do Unipê atuarem como voluntários desse projeto de extensão. Mas, qualquer pessoa que quiser ser voluntária do ‘Acesso Cidadão’ é bem-vinda. Os requisitos básicos para participar é saber nadar e gostar do projeto, para se dedicar. Temos pessoas da comunidade que são voluntárias porque ‘abraçaram’ a causa”, informou a professora do curso de Fisioterapia do Unipê e coordenadora do projeto, Iara Fialho Moreira, acrescentando que os voluntários receberão um treinamento para começar a atuar no projeto.
O Projeto em números
O projeto teve início em dezembro de 2012 quando um grupo de amigos com deficiência física tinha vontade de ir à praia. A partir de então, o projeto produzido e apresentado ao governo municipal e estadual. “Temos alunos do Unipê como voluntários. Abrimos a ONG AC Social (Assessoria e Consultoria para Inclusão Social), e fizemos uma cartilha sobre os direitos das pessoas com deficiência”, informou Iara Fialho.
Desde o início do projeto, cerca de 300 pessoas de diferentes idades, portadores de várias deficiências, inclusive deficientes visuais e autistas, ou idosos com mobilidade reduzida já participaram do ‘Acesso Cidadão’.
“A demanda é livre. O banhista chega, fazemos uma avaliação com ele e com o familiar, ou uma pessoa que deve o acompanhar, para saber se há risco dele entrar no mar, e ele já começa a participar das atividades. Além dele poder tomar banho de mar com as cadeiras de rodas adaptadas, ele também pode participar de surf, vôlei adaptado, frescobol, bicicleta de mão adaptada e, ainda dos eventos culturais da Fundação Casa de José Américo, como lançamentos de livros, rodas de leitura com crianças, oficina com argila, entre outras”, explicou Iara.
De acordo com Iara, o projeto possui 12 cadeiras adaptadas que possibilitam o acesso das pessoas ao mar.