Curso qualifica mão de obra para a construção civil em cidades do Cariri
30 de julho de 2012

O setor da construção civil cresce em todo o país e abre mercado também no Cariri paraibano que, para qualificar sua mão de obra, ofereceu um curso de capacitação para operar retroescavadeira, máquina essencial para o setor. Nove cidades já receberam o equipamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e 20 municípios da região participaram da qualificação. O curso foi ministrado por técnicos do Senai e contou com o apoio do Sebrae, através do programa Territórios da Cidadania, que busca o desenvolvimento territorial a partir da necessidade de cada localidade.
“Esta capacitação foi solicitada pelos empresários da construção civil. Mas aproveitamos a oportunidade da doação das máquinas do MDA para os municípios que fazem parte do Território da Cidadania para fazermos a capacitação. Essa é uma das vertentes do programa, identificar as potencialidades e sanar as necessidades”, informou a gestora do Território da Cidadania do Sebrae em Monteiro, Maria Madalena Andrade.
A capacitação vai fortalecer o setor público e o privado. A mão de obra para este segmento e, principalmente, com esta máquina, está escassa, segundo Madalena. “O curso preenche alguns pontos de estrangulamentos do Cariri, que é a mão de obra qualificada”, explicou. As ações do Territórios da Cidadania têm apoio do Plano Brasil sem Misérias, que promove soluções para as necessidades coletivas dos empresários que desejam crescer.
O empresário Laudemir Lucas, dono da Congo Construções, apoiou dois funcionários que participaram do curso. “É importante aprender a utilizar a retroescavadeira da forma correta. Temos duas delas na nossa empresa e somente um funcionário sabia operar de maneira empírica. Ele já era operador, mas mesmo assim disse que o curso melhorou sua técnica e teoria sobre a máquina”, disse.
Quando foi inscrever os funcionários, Laudemir notou que outros ficaram com interesse. Por isso, os dois colaboradores capacitados serão multiplicadores para os outros funcionários. Segundo Laudemir, além de oportunizar mais profissionalização, o curso oferece a colocação profissional no mercado de trabalho. “O curso foi bom para o setor público, já que muitas prefeituras utilizam essas máquinas em suas obras, mas também para o privado, que poderá ter funcionários melhor qualificados”, completou o empresário.