Indústrias de calçados de Campina Grande atuarão em rede internacional
2 de setembro de 2013
Vinte e cinco micros e pequenas empresas de Campina Grande atuarão em rede internacional. A notícia foi dada durante o lançamento da Rede de Serviços Tecnológicos (RST), lançado na semana passada. “Grandes empresas conectadas de forma global têm seus sistemas que conseguem avançar, se manter no marcado. Quando elas não se unem, muitos fecham as portas. Como se unir num mercado em evolução constante? Quando falamos de competitividade, falamos desses novos conceitos”, disse diretor técnico do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, que apresentou a Rede para a Paraíba foi em relação a integração na cadeia produtiva.
Para ele, a empresa necessita e depende, por exemplo, de pesquisa, de conhecimento. “A UFCG é considerada a terceira melhor do Brasil, com três mil professores. Uma cidade como Campina Grande, com cerca de 400 mil habitantes, possuir esta universidade, é estar preparada no suporte à pesquisa e desenvolvimento territorial”, falou.
A Rede agrega os parceiros internacionais e isso exigirá dos empresários um esforço. “A indústria italiana, que será nosso grande exemplo a seguir, é competitiva. Há uma história de união na cidade no setor calçadista. Vamos identificar gargalos, dificuldades e com recursos, partir para ações e alcançar um patamar de competitividade”, concluiu.
Extensão – O projeto inicia por Campina Grande, segundo Carlos Alberto, mas a ideia é estender o sistema para todo estado. O presidente da Faepa/Senar e do Conselho Deliberativo do Sebrae Paraíba, Mário Borba, defendeu João Pessoa como a próxima cidade do Estado. “Esse é o momento de uma grande parceria, com todas as instituições da cadeia produtiva. Momento oportuno de se unir tecnologia, inovação e competitividade”, disse.
Já o diretor executivo do Sebrae Paraíba, Luís Alberto Amorim, falou sobre o avanço nos mercados com a instalação da RST. “Quem mais competente avança mais. Tudo o que aprendemos sobre isso se soma neste momento. Esperamos construir um futuro melhor para todos. É mais um patamar para que possamos não só competir melhor no cenário nacional, mas também no internacional”, pontuou.