Com a PEC das Domésticas, crescem vendas de comida congelada
2 de setembro de 2013
O aumento dos custos de um empregado doméstico fez crescer a procura por comida congelada, segundo empresários do setor. A nova legislação, originária da PEC das domésticas (proposta de emenda constitucional), ampliou os direitos desses trabalhadores e reduziu a jornada de trabalho, deixando a sua contratação mais cara.
Para o presidente do conselho do Provar-FIA (Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração), Claudio Felisoni de Angelo, as novas regras dos empregados domésticos aceleraram a expansão de um segmento que já estava em crescimento. Segundo o especialista, a nova lei trouxe um custo adicional para as famílias manterem um empregado doméstico. Como alternativa para equilibrar o orçamento da casa, essas pessoas estão reduzindo a carga horária e as atribuições desse profissional, afirma Angelo.
“Sem um doméstico para cozinhar, algumas pessoas recorrem à comida congelada pela praticidade e pelo custo relativamente baixo”, declara. Angelo diz, ainda, que nas capitais e nas cidades de médio porte, muitas pessoas sofrem com a falta de tempo para cozinhar. Por isso, o mercado é promissor para novas empresas.
“Nos grandes centros urbanos, as pessoas perdem muito tempo no trânsito, coisa que não acontece nas cidades pequenas, onde a distância entre o lar e o trabalho é menor”, afirma.
O mercado movimenta anualmente cerca de R% milhões.De olho nesse crescimento, o site do Sebrae contém dicas para quem quer entrar no setor.