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Ipea fecha escritório na Paraíba

30 de agosto de 2013

Fechamento do órgão, com pouco mais de um ano e meio de funcionamento, foi feito sem divulgação para a sociedade paraibana e explicações

Há mais de um ano sem funcionar na Paraíba, a representação do escritório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi declarada fechada, mas sem explicação convincente pelo órgão federal. 

O escritório do Ipea foi inaugurado na Paraíba em abril de 2010 e o fechamento com pouco mais de um ano e meio de funcionamento.

Em nota, a assessoria de imprensa do Ipea, em Brasília, resumiu o fechamento ao afirmar que a implantação do escritório na Paraíba “foi um projeto da gestão antepassada, para realização de pesquisas na região Nordeste e que se encerrou assim que tais pesquisas foram concluídas”.

Criado para realizar e aprofundar estudos sobre o Nordeste, a representação chegou à Paraíba como expansão do Instituto na região e não apenas para realizar estudos temporários. O escritório do Ipea funcionou em uma sala do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme-PB) e contou com figuras do cenário nacional como o antigo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, e o secretário executivo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, na época Ariel Pares.

Ao contrário da solenidade de abertura da representação, o fechamento do órgão foi feito sem divulgação para a sociedade paraibana e explicações.

A desativação sem uma justificativa e até uma comunicação oficial gerou descontentamento nas entidades locais. Para o presidente do Conselho Regional de Economia da Paraíba (Corecon-PB), Celso Mangueira, a perda significa menos possibilidades de troca de conhecimentos científicos entre profissionais paraibanos e de outros estados e a descontinuidade de projetos com visão mais focada na Paraíba e região. “Vejo neste fechamento uma lacuna para o nosso estado. Não somos ricos em trabalhos científicos sobre o Nordeste e com uma representação do órgão na Paraíba era possível ter um conhecimento mais aprofundado da região porque os profissionais aqui instalados conheciam mais fortemente a economia da região. Acredito também que o Estado não deu a devida valorização a este órgão, que poderia ser melhor explorado”, disse Celso Mangueira.

O presidente do Corecon-PB afirmou ainda que durante o funcionamento do Ipea-PB houve troca de experiências entre profissionais da UFPB, selecionados para atuarem em conjunto com o órgão em estudos focados no Nordeste. “Isso era importante porque uma entidade tão conceituada no Estado como a UFPB teve a oportunidade de trocar experiências e trabalhar, com outros profissionais, a nossa economia”, frisou.