Brasil atingiu ontem R$ 1 trilhão em impostos pagos
28 de agosto de 2013
Ainda falta pouco mais de quatro meses para o fim de 2013, mas a carga de impostos pagas pelos brasileiros aos cofres públicos deve bater novo recorde. Na última terça-feira (27), por volta das 12h30, o Brasil atingiu a marca de R$ 1 trilhão de impostos federais, estaduais e municipais pagos desde o primeiro dia deste ano.
A previsão é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o montante estampou o painel do Impostômetro, ferramenta que mede a quantidade de tributos pagos, no horário previsto. Neste ano o valor foi atingido dois dias antes do que em 2012, ou seja, o governo está arrecadando mais com impostos.
O Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Pela internet, qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios. O sistema de contagem informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.
“A carga é muito alta, mesmo com todos os cortes de tributos, com a queda da atividade econômica. Esperávamos que esse valor fosse alcançado um pouco depois do que esta data”, disse o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Rogério Amato.
Trabalho
Diante de tanto imposto, o contribuinte brasileiro trabalhou, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), até 30 de maio só para pagar impostos. Cálculos do órgão apontam ainda que o brasileiro médio pagará de impostos neste ano o equivalente ao que ganhará durante 150 dias de trabalho, de 1º de janeiro até esta quarta-feira (28).
A conta, na análise do instituto, inclui todos os tributos (impostos, taxas e contribuições cobrados pelo governo federal, Estados e municípios), a exemplo do Imposto de Renda, IPTU, IPVA, PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS, contribuições previdenciárias, sindicais, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, iluminação pública e emissão de documentos.
Menos retorno
Segundo outro estudo do IBPT, o Brasil aparece entre os 30 países do mundo que mais cobram impostos pela quarta vez seguida. Também pela quarta vez, o país ocupa a última posição em termos de qualidade dos serviços públicos prestados à população. Quando se avalia a relação entre carga tributária e qualidade dos serviços públicos, como educação, saúde e transporte, o Brasil fica atrás dos vizinhos Uruguai (13º) e Argentina (21º). Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul ocupam as primeiras posições.