Manipulação de medicamentos atrai novo empreendimento para João Pessoa
22 de agosto de 2013
Cenário promissor e oportunidade de negócio foram fatores que influenciaram fortemente na abertura da Viva – farmácia de manipulação inaugurada recentemente em João Pessoa. O novo empreendimento, que comercializa medicamentos alopáticos (produzidos de acordo com a prescrição médica) e fitoterápicos (feitos de partes de plantas), resulta de investimento de aproximadamente R$ 180 mil e gera cinco empregos diretos e outros três indiretos.
Localizada na divisa dos bairros de Tambauzinho e Expedicionários, na Rua Antonio Gama, 289, a Viva adota um posicionamento de aproximação com a vizinhança e vem conquistando, além da simpatia, um número crescente de clientes. “No balanço desse primeiro mês de funcionamento, registramos o dobro de vendas na segunda quinzena em relação à primeira e esperamos crescer mais a cada dia. Nossos vizinhos têm sido acolhedores e muitos deles não apenas compram, mas também ajudam a divulgar a farmácia. Os comerciantes do entorno colocam panfletos em suas empresas e alguns já vieram pessoalmente nos conhecer”, comemora a jornalista e empresária Patrícia Teotonio, sócia da Viva.
Aliás, a localização da empresa é estratégica. A ausência de concorrência direta no entorno, bem como a proximidade com clínicas, consultórios e hospitais, somam-se como vantagem para o empreendimento. O farmacêutico e empresário Lailton Silva, também sócio da Viva, revela que aproximadamente R$ 50 mil foram investidos na reforma que transformou o imóvel, até então residencial de 400 metros quadrados, em um estabelecimento comercial com 200 metros de área construída.
Estrutura
A estrutura comporta recepção, administração, almoxarifado, vestuário, paramentação, área de lavagem e esterilização, DML (Depósito de Material de Limpeza), copa, garagem interna e estacionamento para clientes, além de cinco laboratórios: semissólidos, sólidos, controle de qualidade, hormônios e antibióticos.
“A farmácia magistral ou de manipulação, seja ela alopática ou homeopática, é um segmento que tem respondido às exigências da classe médica e dos próprios pacientes, pois oferece medicamentos personalizados de excelente qualidade e mais baratos, que atendem praticamente todas as especialidades médicas”, conta Laiton Silva.
Diversificação de interesses
Apesar de não ter relação direta com sua área de atuação, a jornalista Patrícia Teotonio decidiu investir no segmento quando recebeu o convite para a oportunidade. Quando tomou a decisão, ela, que também é pós-graduada com MBA em Gestão Empresarial, informou-se sobre o setor e as possibilidades de retorno e resolveu apostar no negócio.
“Não foi programado. A oportunidade de negócio surgiu e resolvi investir nela, adquirindo 50% da empresa que já existia no município de Patos. Porém, era difícil conciliar o empreendimento com as outras atividades profissionais. Então, decidimos trazer a Viva para João Pessoa e percebemos o quanto a decisão foi acertada”, conta a jornalista.
A associação de jornalista com farmacêutico vem dado certo. A fórmula consiste em aliar o conhecimento específico em farmácia à experiência advinda do profissional de comunicação. “Todo empresário, inclusive do setor farmacêutico, tem que se envolver em todas as etapas da gestão. Tem que se pensar em liderança, empreendedorismo, RH, marketing, conhecer o mercado, administrar. Estamos somando competências e perseguindo padrões de eficiência organizacional para alcançar o sucesso empresarial”, resume Patrícia Teotônio.
Mercado
Apesar de competitivo, o ramo de manipulação de medicamentos vem se mostrando bastante promissor em todo o país. Segundo dados da Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência, dois anos atrás o comércio de medicamentos já movimentava R$ 55 bilhões, com os manipulados respondendo por quase 10% desse montante. Com o alto custo dos medicamentos convencionais e a possibilidade do cliente ter o seu remédio feito artesanalmente e nas quantidades prescritas, as farmácias de manipulação já vem sendo preferidas por uma parcela dos consumidores em relação às drogarias.