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Senado aprova proibição da venda de comida gordurosa nas escolas

15 de agosto de 2013

Com o objetivo de combater a obesidade infantil, que atinge 33% das crianças de 5 a 9 anos, o Senado Federal aprovou projeto que proíbe as cantinas escolares de venderem alimentos com baixo valor nutricional ou ricos em gordura e sódio. Os estabelecimentos que não obedecerem as novas regras terão o licenciamento e a renovação dos alvarás suspensos.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, por isso segue diretamente para votação na Câmara se não houver recurso para a sua análise no plenário da Casa. O projeto ainda precisa passar pelo crivo dos deputados e ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff para vigorar.

Pela proposta, os estabelecimentos comerciais situados em escolas de educação básica que venderem bebidas de baixo teor nutricional, como refrigerantes, ou alimentos ricos em açúcar, gordura saturada, trans ou sódio não poderão continuar instaladas no local. Também fica vedada a utilização, nos cardápios de alimentação escolar, dos alimentos considerados de baixo teor nutricional. Segundo a proposta, as autoridades sanitárias ficam autorizadas a restringir a venda de outros alimentos e bebidas nas escolas, com restrição ao seu uso nos cardápios.

Na Capital – Em João Pessoa, algumas escolas já estão atentas aos malefícios da alimentação artificial. Um deles é o Colégio Motiva, que conta com o Projeto “Lanche Vitaminado”, voltado para crianças. A ideia é informar e conscientizar as famílias e as crianças dos benefícios de uma alimentação mais nutritiva com ingestão de frutas, legumes e verduras, além de introduzir mudanças no hábito do estudante. A nutricionista Luciana Franca prepara mensalmente um cardápio apropriado para atender às necessidades nutritivas de cada fase da criança. Esse cardápio é enviado para casa e os pais tem a opção de adquirir o “kit vitaminado” na cantina da escola ou enviar de casa. 

A cantina da escola também não vende frituras, refrigerantes e salgadinhos para crianças. No lugar destes alimentos, os alunos são orientados a consumir frutas, sucos naturais, salada de fruta e gelatina. “O consumo de bons alimentos proporciona qualidade de vida e traz inúmeros benefícios para os estudantes, como melhoria no aprendizado, desenvolvimento de habilidades físico-motoras de forma adequada e manutenção dos padrões de peso ideais. O hábito contínuo vai proporcionar a proteção de várias doenças na fase adulta, tais como hipertensão, diabetes, obesidade, gastrite, entre outras”, detalhou Luciana.

O Colégio Lourdinas também tem essa proposta – e esse desafio. “A mudança de hábito tem que estar inserida na rotina da família também. Muitos pais preferem o lanche industrializado, pela praticidade”, lamentou a coordenadora pedagógica do Lourdinas, Silvana Muniz.

A escola também conta com um projeto, o “Dia do Lanche Nutritivo”, em que os estudantes levam lanches saudáveis de casa para a merenda. De acordo com Silvana, a cantina do colégio tem opções naturais, como saladas, sanduíches de queijo e presunto e sucos. Um cardápio também é enviado aos pais, e a importância de uma alimentação saudável é explicada em sala de aula. “Uma nutricionista participa das reuniões pedagógicas com os pais, que também precisam ser orientados e conscientizados. Na educação, não se pode desistir”, disse a Silvana.