Projeto Aquinordeste, do Sebrae-PB, irá beneficiar 300 aquicultores de 20 municípios
1 de agosto de 2013
A aquicultura, criação de animais aquáticos, é a atividade pecuária de maior crescimento nas três últimas décadas no Brasil. O pescado, por ser um produto de alto valor nutritivo, saudável e saboroso possui um crescente mercado consumidor. Para fomentar esse mercado, o projeto Aquinordeste, coordenado pelo Sebrae Paraíba e Sebrae Sergipe, está buscando novas tecnologias e inovações que favoreçam o meio ambiente e aumentem a produtividade da região. Com o projeto, cerca de 3,4 mil produtores de 180 municípios nordestinos serão beneficiados.
Durante esta quinta-feira (1) e sexta-feira (2), gestores dos Sebraes dos estados nordestinos estão analisando os avanços já alcançados em suas localidades. “A Paraíba, assim como os demais estados do Nordeste, tem um grande potencial na aquicultura. Com a integração do rio São Francisco e a perenização dos mananciais, a região irá avançar ainda mais. Portanto, precisamos preparar esses produtores, garantindo a competitividade e a sustentabilidade ambiental da atividade, sobretudo na região do semiárido”, ressaltou o superintendente do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim.
Na Paraíba, o projeto irá beneficiar 300 aquicultores de 20 municípios, além de duas cooperativas e 15 associações. A produção será focada no cultivo de tilápia, tambaqui e ostra. “Apesar da estiagem no Nordeste, a produção aquícola tem apresentado boas perspectivas. Nessa atividade, há uma margem de lucro relevante, o que contribui para o desenvolvimento econômico da região”, ressaltou o analista técnico do Sebrae Paraíba e gestor do Aquinordeste, Jucieux Palmeira.
A gestora do projeto de Pesca e Aquicultura do Sebrae Nacional, Newman Costa, destacou que o foco do projeto é desenvolver e aumentar a produtividade do pescado na região Nordeste, com tecnologias que favoreçam o meio ambiente. “Esse é um projeto coletivo, agregador, em benefício do pequeno produtor. A meta é aumentar a produção, mas com a tecnologia adequada e de forma eficiente”, afirmou Newman.
A gestora do projeto do Sebrae em Sergipe, Maria Lúcia Alves, ressaltou que há um grande desafio pela frente a ser enfrentado pelos estados nordestinos. “Não temos um modelo pronto, já testado para o cultivo e para o mercado. Estamos construindo isso agora e será fantástico para a área aquícola da região”, disse. Um dos avanços é o guia orientativo, com modelos menos burocráticos para os licenciamentos ambientais, que já foi elaborado pelo grupo de trabalho e será lançado no final de agosto.