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Médicos fazem protestos nesta terça e quarta-feira na Capital

29 de julho de 2013

Está confirmada a mobilização de 48 horas anunciada pelas entidades médicas para esta terça-feira (30) e quarta-feira (31), contra medidas do Governo Federal, entre elas a contratação de médicos formados em outros países, sem revalidação dos diplomas. 

No entanto, os médicos paraibanos avaliaram que dois dias de paralisação trariam muitos problemas à população e decidiram concentrar a paralisação no período da manhã, mantendo os atendimentos de urgência e emergência. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), as consultas, exames e cirurgias marcados para o período da tarde, nos dois dias, serão realizados.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), João Medeiros, na terça-feira (30), a partir das 9h, haverá uma assembleia no CRM para debater os rumos do movimento, que tem caráter nacional. “Vamos discutir as estratégias, inclusive as formas de conscientizar a população sobre nossa luta. Por isso, à tarde, durante os atendimentos, os médicos estão orientados a distribuir panfletos aos pacientes, explicando os motivos da manifestação”, explicou. 

Na quarta-feira (31), a partir das 10h, os médicos participarão de uma sessão especial na Assembleia Legislativa, onde será debatido o programa do Governo Federal ‘Mais Médicos’, com os deputados estaduais.

De acordo com a ata da última assembleia da categoria, publicada no site do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), a comissão entendeu que “a população não pode ser penalizada pelas inconsequências do governo e, por isso, avaliou que seria um risco muito grande fazer uma paralisação total de 48h”.

Nos dois dias, pela manhã, estão garantidos os serviços de urgência e emergência. Segundo o Simed, todos os médicos da rede ambulatorial, consultórios privados, PSF, Provab e residentes, irão suspender seus atendimentos, assim como as cirurgias eletivas. Na última paralisação, no dia 23 de julho, poucos médicos que atendem em consultórios particulares aderiram à mobilização, porque não tiveram tempo de avisar aos pacientes. Desta vez, o CRM-PB acredita que a participação será massiva. “Só vamos parar pela manhã e os médicos tiveram mais tempo de programar as consultas com seus pacientes para não prejudicá-los. Acreditamos que a categoria estará toda unida nessa manifestação”, disse João Medeiros.

Só 40% das cidades aderem a programa

Na Paraíba, 90 cidades aderiram ao programa Mais Médicos, do Governo Federal, de acordo com dados divulgados na última sexta-feira (26), pelo Ministério da Saúde. A adesão equivale a 40% dos municípios paraibanos. Dentre as 107 prefeituras consideradas prioritárias para receber médicos (incluindo estrangeiros), apenas 68 se inscreveram. Juntas, as 90 cidades apresentaram demanda e capacidade para receberem 209 médicos atuando na atenção básica. No dia 15 de agosto, conforme anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, será aberta a segunda fase de inscrições, uma oportunidade para as cidades que perderam o primeiro prazo.