Pesquisa revela que brasileiros gastam mais em compras online em 2013
25 de julho de 2013
Com a economia mundial ainda em recuperação, empresas e exportadores podem alavancar seus negócios com vendas online internacionais. Ao todo, serão mais de 94 milhões de pessoas realizando compras online em sites estrangeiros, totalizando um faturamento de US$105 bilhões. Esta é uma das descobertas da pesquisa do PayPal, líder mundial em pagamentos online, intitulada Modern Spice Routes: The Cultural Impact of Cross-Border Shopping, em português, Rotas Modernas das Especiarias: Impacto Cultural das Compras Transnacionais.
O levantamento analisa os gastos com compras online em sites estrangeiros e o comportamento do consumidor em seis grandes mercados: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália e China. Entre os brasileiros, o montante gasto, até o final deste ano, deve atingir cerca de R$ 2.6 bilhões em compras em sites estrangeiros.
O estudo mapeia de forma inédita os principais caminhos do comércio eletrônico global e algumas tendências e oportunidades deste mercado, como:
• Até 2018, haverá um aumento de quase 200% no volume transacionado, totalizando US$307 bilhões em faturamento com 130 milhões de consumidores. Apenas no Brasil, este aumento será de 546%, totalizando o montante de quase R$ 17 bilhões.
• Os destinos internacionais do e-commerce mais populares são: Estados Unidos (45%), Reino Unido (37%), China continental (26%), Hong Kong (25%), Canadá (18%), Austrália (16%) e Alemanha (14%). Já os brasileiros optam primeiro pelos Estados Unidos (79%), seguido pela China (48%), Hong Kong (17%) e Reino Unido (17%).
• As principais categorias de compras para os compradores transnacionais nestes seis mercados são: vestuário, calçados e acessórios (US$12,5 bilhões); remédios e cosméticos (US$7,6 bilhões); joias e relógios (US$5,8 bilhões); eletrônicos pessoais como tablets e smartphones (US$6 bilhões); computadores e hardware (US$6 bilhões); e eletroeletrônicos (US$5,4 bilhões).
• As principais razões para aquisições online em portais estrangeiros são: a economia de dinheiro (80%) e a variedade de produtos (79%).
“A novidade é que agora se tornou mais fácil para os consumidores realizarem compras online diretamente com os comerciantes em todo o mundo. Nossa mensagem para os comerciantes a seguinte: se você está à procura de aumentar suas vendas, comece a vender diretamente aos 94 milhões de consumidores existentes nestes seis mercados. Assim, terá a oportunidade de conseguir um pedaço deste segmento que vale US$ 105 bilhões de dólares“, ressalta David Marcus, presidente do PayPal.
Despertar das empresas – Os brasileiros estão na lista dos que mais buscam produtos em sites norte-americanos: o estudo estima que os consumidores daqui movimentem R$ 1.3 bilhão em compras nos EUA até o final de 2013. Outro destaque apontando pela pesquisa é que o volume concentrado em sites chineses já atinge R$ 600 milhões, significativamente acima do primeiro mercado europeu na lista, o Reino Unido, com R$ 127 milhões.
Ao todo, até o final deste ano, serão mais de 88 milhões de estrangeiros consumindo em sites brasileiros, movimentando R$ 1,5 bilhão. Até 2018, este montante deverá atingir os R$ 4 bilhões.
No Brasil, até o final deste ano, os americanos gastarão R$ 849 milhões; seguidos dos britânicos, com R$ 115 milhões; alemães, com mais de R$ 88 milhões; australianos, com cerca de R$ 9,5 milhões; chineses, com R$ 400 milhões.
Na mente de um comprador transnacional – A pesquisa destacou ainda as principais preocupações dos consumidores que compram de comerciantes estrangeiros:
• Quase 7 entre 10 (69%) compradores transnacionais online citaram o medo do roubo de identidade e fraude como os principais empecilhos para efetuar um pagamento online transnacional. No Brasil, este percentual é de 66%.
• Segundo a média global, 9 entre 10 (88%) compradores internacionais online acreditam que a proteção ao comprador é importante ou muito importante ao fazer uma aquisição em sites internacionais. Localmente, este percentual sobe para 94% dos entrevistados brasileiros.