“Temos que atender à demanda de energia elétrica do Estado, tanto em quantidade, mas, sobretudo com qualidade”
24 de julho de 2013
Após vencer três das seis categorias do Prêmio Abradee (Associação
Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), um dos maiores
reconhecimentos do setor elétrico no país, a Energisa comemora uma nova fase
institucional. Em pesquisa recente de satisfação do cliente, obteve a aprovação
de 78,8% de seus consumidores, ficando acima da média Brasil (78,2%). A
Energisa tem se destacado também em outros rankings e pesquisas nacionais, como
o elaborado pela Aneel e divulgado em março deste ano. A empresa foi avaliada
como a terceira melhor distribuidora do país na evolução da qualidade do
serviço prestado, e a segunda da Região Nordeste.
Para tanto, a Energisa
investiu pesado em tecnologia, comunicação e serviços, com recursos em curva
ascendente. “Os investimentos da Energisa na
Paraíba, nos últimos 12 anos foram de R$ 1,65 bilhão, média de R$137,5 milhões
por ano. Para o triênio 2013/2015 nossos investimentos totalizam R$ 370 milhões”,
adiantou o diretor-presidente, Marcelo Rocha, em entrevista ao Paraíba Total.
Na
conversa que segue, Marcelo Rocha analisa o mercado de energia no Brasil e no
Estado, com suas novas particularidades, aborda projetos de cultura e
valorização do colaborador, o que ele chama de “ponto de honra” da empresa.
Na
Paraíba, a Energisa é dividida em dois atendimentos: Energisa Paraíba e
Energisa Borborema, em Campina Grande, com um quadro de 3370 colaboradores – de
2290 próprios e 530 prestadores de serviço.
Segundo dados da empresa, atende 96% da Paraíba, 977 mil consumidores,
distribuídos em 216 municípios, numa área de 54.595km2.
De que forma o senhor avalia o
segmento de energia no que diz respeito às energias alternativas? O Nordeste,
em especial, tem avançado no setor?
Sim, o Nordeste tem avançado e muito.
Veja que hoje o Nordeste todo tem em operação uma total de 1.328 MW de geração
eólica. E ainda tem mais 1.747 MW em construção e 893 MW prontas, mas
aguardando a conclusão das linhas sob a responsabilidade das transmissoras.
Esse total de 3.968 MW é mais do que a capacidade instalada da Usina Hidrelétrica
do Xingó, a maior usina da CHESF, situada na divisa dos Estados de Sergipe e
Alagoas.
O setor energético no Brasil cresceu
em torno de 4%. Na Paraíba, esse número foi em torno de 7%. A que o senhor
atribui esse crescimento maior aqui no Estado?
Até o mês de maio, a Paraíba registrou
um crescimento de 8,4% no seu consumo de energia, enquanto o Brasil todos
cresceu apenas 2,7%. Muitos são os fatores que determinaram esse desempenho,
tais como as temperaturas mais altas, as tarifas especiais para consumidores de
baixa renda, os serviços executados com a rede energizada, a redução das
interrupções e do tempo médio das mesmas, a conclusão do Programa Luz para
Todos – programa de universalização que levou energia a todos os lares – a
redução dos impostos para eletrodomésticos, o Programa Minha Casa, Minha Vida.
Enfim e fundamental é que o consumidor paraibano tem hoje um serviço de energia
elétrica de boa confiabilidade.
Apesar da baixa, o consumidor
paraibano não sentiu muito a diferença na conta de luz. Foi por conta do ICMS
estadual?
A redução das tarifas de energia
elétrica, neste ano de 2013, deverá se ser da ordem de 22%, dos quais 19,4 %decorrentes
as redução determinada pelo Governo Federal nas tarifas de geração. Na verdade,
as tarifas de energia elétrica tiveram, nos últimos 10 anos, um crescimento de
apenas 26%, enquanto os indicadores usados para atualização de insumos,
salários e contratos cresceram muito mais, como o IGPM (+ 86%), O IPCA cresceu (+70%)
e o salário mínimo (+ 183%). É importante ressaltar que a as tarifas cresceram
menos também em função de um trabalho forte e intenso da Energisa no sentido de
reduzir custos e imprimir maior eficiência nos seus investimentos e ações operacionais. Sobre o ICMS, o Governo do
Estado sancionou o Decreto de número 33659, em 18 de dezembro de 2012,
alterando as alíquotas para os consumidores residenciais, a partir de 18 de
março de 2013, de tal forma que os clientes com consumos até 50 kWh ficaram
isentos, enquanto antes a isenção era só até 30 KWh. Entretanto, os consumidores de 51 a 100 kWh
tiveram mudança na alíquota de 17 para 25% e os consumidores acima de 101 kWh
foram aumentados de 20 para 27%.
A Energisa implantou uma série de
elementos que diminuiu o número de ligações irregulares, os chamados “gatos”.
Isso se tornou referência nacional. Como foi esse processo e no que ele
consiste?
O processo essencialmente é
constituído por duas fases: a de Inteligência, que procede o levantamento e
acompanhamento dos consumos, visando identificar desvios e distorções, e a de
Fiscalização, com as equipes que, de posse dos levantamentos a que me referi,
vão ao campo e procedem a constatação das causas, que, geralmente se comprovam
com adulterações nos medidores ou ligações clandestinas. Nessas operações temos
o apoio da polícia, bem como do IMEP. É um trabalho de rotina de todas as
distribuidoras de energia e que, aqui na Paraíba, tem tido excelentes
resultados, seja pela eficiência dos nossos colaboradores, seja pela
conscientização crescente do consumidor paraibano, que vem respondendo
positivamente no sentido de regularizar suas instalações, uma avanço importante
no desenvolvimento social no Estado.
O
setor energético também é um dos grandes empregadores do país. Qual o quadro
profissional da Energisa e como ela supera o desafio da falta de mão de obra,
um gargalo no mercado de trabalho atual? Existem programas na empresa que
valorizam e motivam os colaboradores para reter talentos?
A Energisa hoje tem um quadro de 3370
colaboradores, dos quais cerca de 2290 são próprios, 530 são dos quadros de
prestadores de serviço em atividades de apoio, tais como limpeza, conservação,
segurança e obras através de empreiteiras para construção de linhas ramais,
instalações de equipamentos e subestações. Sinceramente, não temos problema de
falta de mão de obra; o mercado tem atendido plenamente às nossas demandas, com
destaque para o Nordeste já que 91% dos nossos colaboradores são nordestinos. Nosso
programa de benefícios tem atrativos adequados. A valorização do colaborador é
ponto de honra, as oportunidades de crescimento são pautadas no mérito e os
programas de treinamento da empresa representam 4% das horas de trabalho dos
colaboradores, além de outros programas de Gestão de Pessoas atualizados e de
qualidade.
A
Energisa investe pesado em tecnologia e comunicação com o objetivo de melhorar
a qualidade no atendimento e nos serviços aos paraibanos. Quais os resultados
já percebidos pelo Grupo?
Os resultados se dão em diversos
setores, todos sentidos pelos nossos clientes. Podemos destacar o Tempo Médio
de Atendimento, que é o tempo que se gasta para atender à solicitação do
cliente a partir do momento em que ele solicita o serviço até a conclusão, ou
seja até que o cliente tenha seu problema totalmente resolvido. Outros
resultados percebidos pelos clientes são: a redução das quedas de tensão, da
quantidade de desligamentos, da duração das interrupções. A agilidade no
atendimento do Call Center também é resultado desses investimentos, bem como a
redução de erros nas contas de consumo. Lançamos também o Ligo Já, que retorna a ligação do cliente sem que ele precise
esperar na linha, e o Energisa On,
aplicativo para celular e tablet que oferece serviços como consulta de consumo
e comunicação de falta de luz.
A
Energisa tem diversos projetos que incentivam a cultura e até mesmo espaços
para a arte. Como são esses programas?
Nossos projetos de responsabilidade
social atendem a diversas áreas, inclusive a cultural. Hoje, temos a Usina
Cultural, com uma gama de atividades ampla: o Projeto Usina da Música para os
músicos se apresentarem semanalmente; no segundo domingo de cada mês temos a
Nova Feira, um espaço para artesãos, designers, colecionadores , estilistas e
artistas apresentarem suas criações; em parceria com a Paraíba Vilões, temos o
projeto Violadas toda última terça- feira de cada mês; em parceria com a
Aliança Francesa temos o Usina Lumière que apresenta produções do cinema
francês comentadas; temos uma excelente Galeria de Arte na Usina Cultural, com
exposições todos os meses, além do Arte na Empresa, que são espaços para
exposições na sede da Energisa Paraíba, da Energisa Borborema e em Patos. Dentre
outros projetos abrangentes podemos citar o Balcão de Livros, que disponibiliza
livros para empréstimo aos nossos clientes em todo o Estado e o Projeto
Arte&Energia na Subestação, desenvolvido em parceria com a CUFA (Central
Única das Favelas) que abriu espaço para os grafiteiros refletirem sua arte com
enfoque nas atividades sustentáveis. Tudo isso é cultura e de qualidade. Outras
atividades que temos realizado, e com sucesso, são o Conta Cidadã, o Projeto
Comunidades e os Espaços Energia (na Usina Cultural em João Pessoa e nas
cidades de Campina Grande e Sousa), todos voltados para a área ambiental e/ou
educação dos cidadãos para um consumo de energia mais seguro e eficiente.
Qual
o maior desafio da Energisa Paraíba e da Energisa Borborema atualmente?
Aprimorar sempre mais a qualidade dos
serviços que presta, que visam essencialmente os conforto dos nossos clientes e
o desenvolvimento do Estado da Paraíba.
Quais
são as expectativas e os investimentos do Grupo Energisa para os próximos anos
no Estado?
Os investimentos da empresa obedecem a
uma programação plurianual. Assim, hoje, pensamos em 2020, embora nossos
orçamentos sejam trienais. Temos que atender plenamente à demanda de energia
elétrica do Estado, tanto em quantidade, mas, sobretudo com qualidade. Para o
triênio 2013/2015 nossos investimentos totalizam R$ 370 milhões. Aproveito para
destacar que os investimentos da Energisa na Paraíba, nos últimos 12 anos foram
de R$ 1,65 bilhão , média de R$137,5 milhões por ano.