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Empresa intensifica instalação de painéis fotovoltaicos em residências de João Pessoa

18 de julho de 2013

A energia fotovoltaica está cada vez mais em alta no Brasil, principalmente depois de recente regulamentação por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que aprovou que a energia gerada pelos painéis possa ser transferida para a rede da distribuidora, gerando assim um desconto na conta no final do mês correspondente à energia produzida.

A novidade, que dispensa a necessidade de baterias para acumular a energia gerada na casa, promete ser uma grande ajuda para popularizar o sistema no país. Na Paraíba, a empresa Energia Zero já está fazendo o projeto de três residências, nos bairros do Altiplano, em João Pessoa, e em Intermares e Camboinha, em Cabedelo.

De acordo com o engenheiro especializado em Energia pela Unifei e proprietário da empresa, Diogo Azevedo, existem três segmentos básicos no mercado da energia solar. São eles: energia solar térmica para banho, para aquecimento de água usada em processo industrial e a fotovoltaica, sendo esta última a de maior potencial em função da sua abrangência.

“É um segmento que ainda está começando, mas é o de maior potencial, pois atende bem a qualquer pessoa, em residências ou empresas, independentemente da escala do projeto. No caso da energia solar no processo industrial, o segmento atendido é bem restrito, assim como as pessoas que optam por usá-la para aquecimento da água do banho, principalmente no Nordeste, onde o clima é quente e, por isso, algumas pessoas preferem água fria”, comentou.

A fundação da Energia Zero veio justamente após a regulamentação 482 da Aneel, que entrou em vigor em janeiro deste ano. Segundo Diogo, o foco da empresa é na instalação do sistema fotovoltaico em residências, prédios comerciais e indústrias. O empresário ainda é diretor comercial da Elios Soluções Integradas, voltada mais para o mercado da energia solar para aquecimento de água.

“Além das casas em João Pessoa, estamos instalando os painéis na residência do presidente da Chesf [Companhia Hidro Elétrica do São Francisco], João Bosco, em Recife, que será o primeiro cidadão pernambucano a conectar o sistema na rede da distribuidora. Estamos com seis projetos no Nordeste, inclusive de um galpão em Suape de mais de 10 mil metros quadrados. Lembrando que, para fazer a instalação, tem uma série de questões de segurança que devem ser cumpridas”, comentou Diogo, contando ainda que a garantia de produção de energia dos painéis chega a 25 anos.

No entanto, apesar das vantagens do sistema, os painéis fotovoltaicos ainda custam caro para a maior parte da população. Os valores, porém, já caíram 80% ao longo dos últimos anos, tendência que deve se manter durante algum tempo.

“No caso da energia solar térmica, a cada R$ 10 mil investidos, é possível economizar R$ 4 mil por ano. Como o material da fotovoltaica é importado e a qualidade é muito elevada, o custo acaba sendo maior, mas há dois fatores que estão amenizando isso: o fato da tarifa ficar mais cara anualmente e a eficiência do produto que ainda tende a crescer, o que acarreta numa maior produção. Hoje, para uma casa que paga R$ 500,00 por mês em conta de energia, o tempo do retorno do investimento varia entre 5 e 7 anos”, finalizou.