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Projeto de aquicultura do Sebrae beneficiará 300 aquicultores de 20 municípios paraibanos

27 de junho de 2013

internet-pescaCento e oitenta municípios dos nove estados da região Nordeste irão trabalhar de forma integrada para desenvolver a aquicultura. Cerca de 3,4 mil aquicultores da região serão beneficiados com o projeto Aquinordeste, que visa garantir a competitividade e a sustentabilidade ambiental da atividade. De acordo com dados do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), essa atividade (criação de animais aquáticos) é o segmento pecuário de maior crescimento nas três últimas décadas, no Brasil.

“Apesar da estiagem no Nordeste, a produção aquícola tem apresentado boas perspectivas. Nessa atividade, há uma margem de lucro relevante, o que contribui para o desenvolvimento econômico da região”, ressaltou o analista técnico do Sebrae Paraíba e gestor do Aquinordeste, Jucieux Palmeira.

Na Paraíba, o projeto irá beneficiar 300 aquicultores de 20 municípios, além de duas cooperativas e 15 associações. A produção será focada no cultivo de ostra, tambaqui e tilápia. “No Nordeste, a aqüicultura está relacionada à produção familiar e associativista e é desenvolvida de maneira informal. Se a atividade for tratada de forma empresarial e competitiva, será capaz de melhorar a renda dos produtores”, afirmou Jucieux.

O projeto, coordenado pelo Sebrae Paraíba e Sebrae Sergipe, desenvolve ações para fortalecer a cadeia produtiva da aqüicultura em todo o Nordeste. “Este é um projeto regional e estruturante, pelo qual iremos padronizar processos, fazer estudo de mercado, regularizar o licenciamento ambiental, buscar políticas fiscais e tributárias que desenvolvam o setor, dentre outras ações”, explicou Jucieux.

Reuniões estaduais

Durante este mês de junho, consultores e órgão envolvidos no projeto (Sebraes estaduais, Sebrae Nacional, MPA, secretarias estaduais e universidades) realizaram reuniões de trabalho em sete estados nordestinos. No início de julho, ainda haverá as reuniões de Sergipe e Bahia. Em cada estado está sendo apresentado o passo a passo para o levantamento dos procedimentos e custos de regularização do licenciamento ambiental, outorga de recursos hídricos e cessão de área.

“Estamos realizando reuniões in loco com as instituições envolvidas no tema. Todas as informações são repassadas para os estados, a fim de integrarmos nosso trabalho”, disse o gestor do projeto. Segundo ele, esses encontros trazem melhorias e padronização para os procedimentos de regularização ambiental dos cultivos agrícolas, para atender as exigências dos órgãos ambientais.