Pesquisa FCDLPB e BNB mostra alta no endividamento do paraibano em abril
11 de abril de 2013
A taxa de endividamento dos consumidores de João Pessoa passou de 58,5%, em março, para 60%, em abril, mas a taxa de dívidas em atrasos caiu de 16,2% para 14,4%, no mesmo período, segundo dados da Pesquisa do Consumidor de João Pessoa, realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Paraíba (FCDL-PB) com parceria do Banco do Nordeste (BNB).
Para o presidente da FCDL-PB, Artur Melo de Almeida, o consumidor está mais cauteloso e fazendo endividamentos de forma mais controlada. “Isso por causa da própria conjuntura econômica que não está se desenvolvendo de forma tão satisfatória. Atualmente, temos visto queda no PIB (Produto Interno Bruto) e, quando as coisas não vão bem, os consumidores freiam um pouco o consumo e se endividam de forma mais prudente”, explicou Artur Melo.
Os cartões de crédito lideram as formas de compra a prazo dos pessoenses. O dinheiro de plástico aparece com 77,5% nas formas mais frequentes de compras a prazo, Artur Melo frisou que a adesão da “moeda de plástico” é uma tendência mundial.
“Há esta predominância com relação à moeda de plástico, pela facilidade do acesso em todo o mundo. Mas o governo federal deveria melhorar as relações entre o cartão de crédito, entre o consumidor e as empresas. Isso porque os juros são altos demais”, frisou.
Depois do uso do cartão de crédito, 30,7% das formas de compras a prazo são feitas por recursos diferenciados, identificados na pesquisa como “Outros”. Em terceiro lugar veio financiamento (19,6%), e em quarto (8,9%) vem os carnês de lojas. Em quinta posição vem o cheque pré-datado (8,0%), depois o empréstimo pessoal (7,2%), e por último o cheque especial (4,5%).
Os tipos de despesas que mais pesaram nas dívidas dos pessoenses foram alimentação (34,65), “Outras” despesas (23,7%), educação (20,2%), vestuário (20,1%) e tratamento de saúde (18,7%). Depois vem eletrodoméstico (14,5%), eletroeletrônico (13,6%), reforma residencial (8,4%), aluguel residencial (5,9%) e móveis residenciais (5,5%). Por último vem seguros (4,6%).
O estudo ainda mostrou que 44,2% do tempo de comprometimento da renda familiar mensal dos consumidores com dívidas futuras vai de três meses a um ano. Em segundo lugar, com 35,8%, vem o período de comprometimento por mais de um ano, e, em último (20%), aparece o comprometimento da renda de até três meses.