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Sindiaçucar orienta sobre novos desafios do setor açucareiro da Paraíba

20 de março de 2013

-canavial

A atividade canavieira do Brasil e da Paraíba vive novos desafios, nos últimos 30 anos, nos acostumamos a conviver com a realidade de que o custo de produção de açúcar no Centro Sul do Brasil era o menor do mundo, e o do Nordeste era o 4º mais baixo. Esta situação não existe mais. O Centro Sul divide o 4º lugar com a Colômbia e Guatemala cujos dados ainda não são muito precisos, mas certamente com custos mais elevados, do que verificados na Austrália, Tailândia e África do Sul. Os do Nordeste, portanto, estão com os custos mais elevados do que de todo esses países.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar da Paraíba, Eduardo Ribeiro Coutinho, os desafios do segmento são grandes. “Temos um quadro de grande volatilidade de preços que serão acentuados nos próximos anos, pois o Brasil disputa o primeiro lugar na produção de açúcar com a índia e qualquer alteração não certa, deste país causa grandes variações de preço no mercado internacional. Além disso temos a China, que hoje já é o segundo maior consumidor de açúcar do mundo, e o terceiro maior produtor, e que cuja indústria vem ganhando de forma crescente e rapidamente uma maior eficiência, se tornando cada vez mais competitiva”, disse.

A participação do Nordeste na Produção Canavieira do Brasil é de cerca de 10%, e a produção da Paraíba, representa 11% do total nacional. Contudo o peso do nosso setor em nosso Estado é bastante preciso, representamos quase 50% do PIB Agrícola na Paraíba, Daí temos que buscar soluções locais no plano de cada empresa, e no plano institucional, para garantir a competitividade de nosso parque industrial.

As empresas do setor se encontram dentre as cinco maiores exportadoras da Paraíba, conforme verificado em 2010, ficando abaixo apenas da Coteminas e Alpargatas.

“As questões que enfrentamos são as mesmas que as empresas nacionais enfrentam, sempre associadas ao Custo Brasil. Além disso, defrontamos com uma nova realidade da configuração da estrutura empresarial do setor, com entrada na atividade de grandes empresas nacionais e internacionais ligadas a produção de petróleo e de commodities, como a SHELL, a Pritish Petrolum, Petrobrás, e ainda a Cargill, a Bunge, entre outras. É estranho ver empresas como a Petrobrás e a Shell produzindo Açúcar, mas é a realidade o que revela uma total indefinição na política energética do País. Este é outro problema. Estas mega empresas carregam consigo uma estrutura de operação mais pesada, e uma estrutura de controle muito cara, que compensam com os eventuais ganhos operacionais de escala nas áreas financeiras, de suprimentos, e de relações com o governo”, enfatizou o Presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar da Paraíba, Eduardo Ribeiro Coutinho.

O desafio do nosso setor canavieiro será continuar competitivo, o que hoje já é com uma gestão mais ágil e eficiente no nível de cada empresa, aqui em nosso Estado. Temos o nosso mercado e de Estados vizinhos a serem atendidos sem precisarmos recorrer a importações de outros Estados, de produtos tão básicos como é o caso do Açúcar e do Etanol, não só o mercado consumidor diretamente, mas toda uma indústria de alimentos, que utilizam o açúcar como matéria prima, como a indústria de alimentos e bebidas.

“O papel do SIndiaçucar é dar suporte as empresas do setor independente de capital local, no sentido de assegurar a longo prazo, a sua ampla sustentabilidade, não só econômica, mas em todos os aspectos”, afirmou Eduardo Ribeiro Coutinho.