Com recessão ainda presente, saída é negociar para comprar livros escolares
4 de janeiro de 2017
Livros em bom estado, quase sem uso ou pouco utilizados. Nos sebos ou feiras, eles podem ser encontrados com descontos de até 70% ou até mesmo serem trocados por outras publicações. É assim que o pessoense está ‘se virando’ para garantir os estudos dos filhos em época de recessão. Na feira de Mangabeira, que é realizada no Projeto Cidade Criança (Procic) até o dia 28 de março, no ano passado, mais de nove mil obras foram negociadas e a expectativa é que neste ano o mesmo volume seja alcançado.
De acordo com o comerciante Wallace Gonçalves de Albuquerque, a feira oportuniza descontos de 50% ou até mais, para livros didáticos de ensino médio e fundamental, além dos paradidáticos semi-novos, nas mesmas condições de uma livraria. “Nós temos kits de escolas que custam mais de R$ 1,2 mil e que pode achar aqui por R$ 600, tudo em bom estado”, conta.
Como a feira começou na segunda-feira, a procura maior deve ter seu ápice na próxima semana, após o quinto dia útil do mês, quando as pessoas recebem seus salários.
Há 20 anos negociando
Já o Sebo Cultural, no Centro, há mais de 20 anos realiza trocas e vendas de livros, além de conseguir crédito para compra de novas edições diretamente na editora. De acordo com o gerente do local, Vladmir Coelho, as pessoas podem levar os livros dos filhos do ano passado e uma avaliação é feita deles. Se ele foi reformulado, perde valor comercial, mas pode servir de crédito para trocas, só não é comprado, diferente do que acontece em edições atuais, que podem ser reutilizadas.
Coelho afirma que são milhares de livros negociados ao ano, que ao dia são de 200 a 300 edições vendidas, compradas ou trocadas, fazendo com que as obras circulem sem ‘empobrecer’ os pais, que já gastam nas matrículas e mensalidades nas escolas particulares ou com outras despesas nos colégios públicos.