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Confiança do setor supermercadista retorna a níveis de 2013

25 de novembro de 2016

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo (PCS/APAS) apontou em outubro que 23,1% dos empresários do setor supermercadista estão otimistas em relação ao ambiente econômico atual e futuro. O percentual é superior ao verificado em outubro de 2015 (12,4% de otimistas) e superior a janeiro de 2016 (5,0% de otimistas). O total de pessimistas entre os empresários do setor chegou a 34,8%.

Conforme explicou o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, os resultados de outubro apontam uma relativa melhora nos indicadores desde o início do ano, mas se mantêm praticamente estáveis em relação ao mês anterior. No entanto, o indicador registra um cenário de confiança em níveis baixos, refletindo o momento econômico e político atual do Brasil. Vale ressaltar que não há indicadores da economia real que apontem melhoras.

“O desemprego ainda está elevado e tende a subir ao longo do primeiro semestre de 2017, o que por consequência afetará a renda da população. Mas, mesmo diante deste cenário, há melhora na expectativa por parte dos empresários, basicamente relacionada a um otimismo em relação ao futuro da economia brasileira”, diz.

Segundo explicou o economista, o que sustenta o aumento do otimismo dos empresários é a expectativa futura. Em outubro, esta atingiu 27,5%, enquanto a perspectiva atual em relação ao ambiente econômico também foi otimista para 18,8% dos empresários.

“Este é o primeiro passo e talvez o mais importante para o restabelecimento da confiança na economia. Isso porque a esperança tende a se elevar antes que a confiança aumente, e isso é o que define a retomada dos investimentos”, explica.

Em outubro, o percentual de pessimismo em relação ao ambiente econômico atual atingiu 44,6%, e o percentual de pessimistas em relação ao ambiente econômico futuro foi de 25%, o que endossa novamente que o pessimismo em relação ao futuro reduziu de maneira expressiva, atingindo percentuais próximos aos registrados em 2012 e 2013.

Rodrigo ressaltou que a junção de desemprego elevado, redução da renda e inflação ainda elevada, continuam impactando em um ambiente desfavorável para a economia e para os negócios. Aliado a isto, o cenário político continua conturbado e reflete diretamente na economia. “Acreditamos que a tendência é de melhora na confiança dos empresários supermercadistas, conforme a economia brasileira apresente sinais de atividade econômica em recuperação”. Ele disse ainda que a proximidade das festas de fim de ano deve elevar a confiança dos empresários do setor, o que deve se refletir nos indicadores dos próximos meses.