Dólar sobe 1% e se aproxima de R$3,20 de olho nos EUA
28 de outubro de 2016
O dólar operava em alta de 1% frente ao real nesta sexta-feira, com investidores à espera da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, e possíveis implicações na condução da política monetária do país, e já começando a se antecipar à formação da Ptax de final de mês.
Às 10h13, o dólar avançava 1,08%, a R$ 3,1897 na venda, depois de bater R$ 3,1945 na máxima do dia. O dólar futuro avançava cerca de 0,50%.
“O movimento global em relação à alta dos rendimentos dos Treasuries ganhou força lá fora na véspera… Isso não está descartado nesta sessão, sobretudo depois do PIB dos EUA”, disse o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.
O dólar subiu nos dois últimos pregões e terminou a véspera cotado a R$ 3,1555, depois de bater em R$ 3,1065 na terça-feira (25).
O PIB dos EUA provavelmente expandiu à taxa anual de 2,5% no trimestre passado, após crescimento de 1,4% no segundo trimestre, de acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas. Essa seria a taxa mais forte desde o segundo trimestre de 2015.
Embora o Federal Reserve, banco central norte-americano, esteja mais focado em emprego e inflação, sinais de fortalecimento econômico darão suporte a uma alta da taxa de juros em dezembro. Juros mais altos nos EUA têm potencial para atrair recursos hoje aplicados em outros mercados, como o brasileiro.
A formação da Ptax, taxa mensal que serve de referência para diversos contratos cambiais, também causava pressão adicional no dólar nesta sessão, segundo operadores.
A expectativa pelo fluxo de recursos pela regularização de ativo brasileiro alocado no exterior, cujo prazo termina na próxima segunda-feira, pode aliviar o movimento da moeda norte-americana ao longo do dia.
“Na minha avaliação, no entanto, acredito que o principal fluxo da repatriação já aconteceu”, comentou Machado.
Segundo a Receita Federal, até as 17h de quinta-feira (27), a arrecadação com imposto e multa no âmbito da regularização de ativos no exterior havia chegado a R$ 45,78 bilhões.
O Banco Central vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.