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Tarifa de táxi em João Pessoa pode aumentar 6% nos próximos dias

21 de fevereiro de 2013

Divulgação-Táxi

Mesmo com o considerável aumento na quantidade de passageiros, principalmente, nos finais de semana, em face da “Lei Seca”, o Sindicato Intermunicipal dos Condutores de Veículos Rodoviários, Taxistas, Caminhoneiros e Condutores Auxiliares na Paraíba (Sinditaxi-PB) considera um reajuste nos preços das corridas de táxis de João Pessoa para as próximas semanas.

O motivo, segundo o presidente da entidade, Antônio Henriques, é o aumento de insumos como a gasolina, álcool e GNV (gás natural veicular), e a invasão de táxis clandestinos de outras cidades, trazendo prejuízos à categoria. O reajuste pode ser de 6%.

“Vamos consultar os associados e, havendo aprovação, inclusive com definição de percentuais, o pedido será encaminhado à Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) com base no Decreto Municipal 3.433 de 26 de março de 1998”, disse.

O presidente informou que, atualmente, a bandeirada custa R$ 4, enquanto o quilômetro rodado custa R$ 2 na bandeira um e R$ 2,80 na bandeira dois. A hora com veículo parado está custando R$ 20. A bandeira dois vigora todos os dias entre 20h e 6h, e aos sábados e domingos. 

“Mesmo sendo notório que, com a restrição da Lei Seca, que impõe multas de mais de R$ 1.900 aos motoristas que dirigirem embriagados, a quantidade de usuários de táxis cresceu, temos de encaminhar um possível reajuste à consulta dos companheiros porque a quantidade de clandestinos de outros municípios rodando na Capital é muito grande, de forma que praticamente anula esse aumento na procura dos táxis legalizados”, destacou o dirigente.

Antônio Henriques Filho disse que ainda não há um índice estimado, mas que é necessário repor a inflação do último ano, o que dá uma margem média de 6%. 

“Estamos diante de uma realidade em que aumentaram todos os preços, boa parte devido ao aumento do salário mínimo. Subiram os preços das passagens dos ônibus, preços da gasolina, álcool e GNV. Mas também aumentaram os preços dos alimentos que também fazem as nossas despesas crescerem. E ainda temos que investir na atualização da frota, para dar mais conforto aos nossos clientes, o que é mais um custo adicional”.