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Camex reduz a zero imposto de importação de inseticida contra mosquito da dengue

4 de abril de 2016

Para baratear o combate ao Aedes aegypti, a Câmara de Comércio  Exterior (Camex) zerou o Imposto de Importação para um tipo de  inseticida biológico que não é fabricado no País, mas que é eficaz  contra o mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikingunya. Com a medida, as alíquotas para a compra de produtos à base de “Bacillus  thuringiensis, var. Israelensis” caem de 14% para zero.

De  acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior  (MDIC), a redução tarifária também irá beneficiar o programa de  controle da lagarta Helicoverpa Armígera, uma praga no campo brasileiro  que tem sido combatida pelo Ministério da Agricultura.

E no  mesmo dia em que o governo federal autorizou reajuste de até 12,50% nos  preços de medicamentos, dependendo da categoria do produto, a Camex  reduziu de 8% para zero as alíquotas de importação para remédios usados  no tratamento de diabetes e na prevenção de trombose e de Acidente  Vascular Cerebral (AVC).

De acordo com o MDIC, a  linagliptina é usada para o tratamento de diabetes mellitus tipo dois,  auxiliando no controle do nível de açúcar do sangue. Já a dabigatrana é  indicada para prevenir a formação e a migração de coágulos nas veias  (troemboebolismo venoso) em razão de acidente vascular cerebral e  embolia sistêmica, reduzindo também o risco de morte em pacientes com  fibrilação atrial – um tipo de arritmia cardíaca.

A Camex  ainda reduziu de 30% para 14% o imposto de importação sobre os moldes de vulcanização de pneumáticos, que são usados para dar forma aos pneus.  De acordo com o ministério, a alteração foi determinada para dar mais  competitividade ao setor.