Copa de 2014 traz oportunidades de trabalho em João Pessoa
21 de janeiro de 2013

O mercado de artesanato e souvenirs, o setor de transportes com aluguel de vans e ônibus para empresas de receptivo, e o comércio de serviços ligados ao turismo, como táxis, bares, restaurantes e hotéis, são alguns dos principais setores que concentrarão as melhores oportunidades de negócios na Paraíba, com a realização da Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, mesmo com João Pessoa não sendo uma cidade sede. Contudo, na opinião do diretor da área de Gestão Esportiva e Megaeventos da KPMG no Brasil, Alcino Reis Rocha, para atrair maior fluxo de turistas, os empresários do setor turístico de João Pessoa e da Paraíba devem se reunir e criar casas de divulgação nas cidades sede dos jogos.
“Não é pelo fato de João Pessoa não ser sede que ela não vai participar da Copa. Muito pelo contrário. A oportunidade está dada, tanto que ela está privilegiada por estar entre duas cidades sede”, disse Alcino Reis. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Paraíba (ABIH-PB), Inácio Júnior, enfatizou que todos os segmentos de produção que o turismo atende serão beneficiados diretamente com os eventos mundiais. “São setores que vão desde os próprios hotéis, passando por bares e restaurantes, agências de turismo e receptivo, companhias aéreas, até a construção civil e serviços diversos”, explicou Inácio Júnior. Para se ter ideia do impacto gerado, a supervisora da franqueadora Clube Turismo, Ana Virgínia Falcão, contou que, enquanto nos anos de 2009 e 2010 a empresa registrou 36 novos franqueados em diversos formatos de pacotes da empresa, após o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, foram registradas 259 novas adesões nos anos de 2011 e 2012, o equivalente a um aumento de quase 620%.
Nos últimos dias 4 e 5 de dezembro, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, Alcino Reis Rocha, discutiu o tema “Oportunidades na Copa – Como aproveitá-las fora das cidades sede?” durante o encontro Footecon, organizado por Carlos Alberto Parreira. O evento existe desde 2004 e está entre os mais relevantes encontros do mercado nacional do futebol.
Investimento deve ter cautela
Apesar de toda euforia criada em torno das Copas, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha, advertiu que não se deve fazer um investimento alto esperando ter retorno em um mês de evento.
“Só se deve construir um hotel, por exemplo, se vislumbrar potencial pós Copa porque o que vai resolver o problema durante o evento e abrir leitos para os turistas internacionais são os transatlânticos que vão ancorar nos portos brasileiros para suprir a demanda de hotéis. Não é possível construir grandes hotéis só para um mês de evento. Em um transatlântico cabem cinco mil pessoas. Ao final de cada partida eles voltam para o país de origem ou até mudam de cidade sede. Por exemplo, um navio dinamarquês com cinco mil pessoas para assistir uma partida em Fortaleza pode depois mudar para Salvador”, comentou.
Na opinião de Buega Gadelha, os empresários precisam neste momento raciocinar friamente. João Pessoa está mantendo uma taxa de ocupação de 82% não por causa da Copa, mas por causa do seu turismo crescente.