Setor de instrumentos musicais sofrem com alta do dólar
12 de janeiro de 2016
O fraco desempenho da economia brasileira e a alta do dólar têm dificultado a vida dos empresários do setor de instrumentos musicais. A dependência do mercado externo – cerca de 90% dos produtos vendidos no País são importados – fez com que o faturamento ficasse em R$ 935 milhões no ano passado, uma queda de 15% em relação à receita de R$ 1,1 bilhão do ano anterior, de acordo com dados são da Associação Brasileira de Música (Abemúsica).
“As coisas ficaram difíceis com o dólar no patamar que está. O mercado deu uma parada geral e instrumento musical não está entre os primeiros itens da agenda da família”, afirma o presidente da associação, Synésio Batista da Costa. Para este ano, Costa evita fazer estimativas. “Ainda é muito cedo. Ninguém tem condição de dizer como será nada.”
Diante de um cenário tão adverso e da previsão de que o real continue ladeira abaixo (o relatório Focus, do Banco Central, estima que o dólar irá valer R$ 4,25 ao fim de 2016), os empresários preferem adotar uma posição de cautela, evitando grandes investimentos visando à reversão da crise.
A importadora e distribuidora Sonotec é um dos negócios que atualmente está nesse “compasso de espera”. O diretor comercial da empresa, Alexandre Seabra, diz que a empresa reduziu as importações, por causa da queda na demanda, e também porque teve a margem de lucro prejudicada, pois não conseguir repassar ao preço em reais toda a alta da moeda americana.
O faturamento da Sonotec caiu 15% em 2015 e a companhia trabalha com a hipótese de ficar no zero a zero neste ano. “Com o cenário atual, não dá para pensar em crescimento”, frisa Seabra.