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Engenho da Triunfo: história de amor e dedicação!

24 de agosto de 2015

Uma linda história de amor uniu o casal Maria Júlia e Antônio Augusto Baracho: ela gostava de degustar cachaça e ele sonhou em ter, um dia, um engenho. No histórico município de Areia, no brejo da Paraíba, uma dica imperdível é visitar o engenho Triunfo, que produz a cachaça suave Triunfo, feita especialmente para Maria Júlia.  Os proprietários não tem descendência de senhores de engenho e o sonho se tronou realidade com muito esforço e dedicação. Em 1994, com o dinheiro recebido de uma herança, eles compraram uma moenda e um alambique, em 1999 iniciaram uma pequena produção e, em 2001 começaram a engarrafar. 

Uma visita guiada conta esta história com riqueza de detalhes, e o visitante conhece ainda todas as etapas de produção da cachaça, desde o corte da cana até o engarrafamento. Atualmente o engenho Triunfo produz 550 mil litros por safra. Depois da visita os turistas são surpreendidos com uma degustação das cachaças que o engenho produz, algumas descansadas em barris das madeiras umburana, carvalho e jequitibá rosa, caldinhos, frutas e sorvete Triunfo, feito com cachaça. 

Maria Júlia ressalta que a qualidade que a cachaça Triunfo alcançou se deve a orientação, desde o seu início, do especialista Fernando Valadares Novais, o “papa” da cachaça no Brasil. Ela também se orgulha em dizer que os filhos trabalham no engenho e que da “cabeça” e da “cauda” da cachaça, que não são aproveitados, é feito álcool combustível para os carros de lá. E outro orgulho é oferecer cursos para os 60 funcionários – aliás, os que não sabiam ler foram alfabetizados no engenho, que é todo florido e mantido com muito carinho. 

Além de se encantar com os diversos tipos de flores e plantas cultivadas, existe uma charmosa lojinha para comprar uma criativa lembrança da Triunfo: as cachaças estão à venda em garrafas tradicionais e também especiais, como as de porcelana, tem ainda artesanato local e sabonetes esfoliantes feitos de bagaço de cana de açúcar. 

Se você não foi ainda, programe-se: vale a visita! Aberto todos os dias. R$ 5 a entrada.