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Setor de serviços é responsável por expansão do número de empregos na PB

29 de novembro de 2012

 -Carteira de ... 

O período de janeiro a outubro foi de expansão do número de empregos do setor de serviços na Paraíba, mas as outras atividades registraram recuo, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho revelam que o ramo de serviços foi o único que cresceu na Paraíba e deverá liderar o levantamento por três anos consecutivos. Os setores do comércio (-47,55%), indústria de transformação (-12,3%) e construção civil (-6,22%) registraram geração menor que em 2011.
Somente o setor de serviços já responde por 55,62% na quantidade de vagas abertas este ano no Estado. A expansão em vagas chegou a 52,17% de janeiro a outubro sobre igual período do ano passado, passando de 6,173 mil vagas, em 2011, para 9,394 mil nos últimos dez meses deste ano.
“Desde 2008, a Paraíba vem passando por um processo de aceleração econômica, tendo apresentado a maior variação do Nordeste no PIB de 2010. No ano passado, ainda sentimos reflexos dessa aceleração, mas a tendência agora é que haja uma acomodação, acompanhando o ritmo do Brasil. Essa desaceleração não assusta, é natural”, justificou o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Renato Silva.
Em ano de desaceleração econômica, a grande decepção foi o comércio, que decaiu 47,55% sobre o mesmo período de 2011. O setor saiu de 4,254 mil postos gerados entre os meses de janeiro e outubro do ano passado, caindo para 2,231 mil em 2012. No mês de outubro, o setor despencou, registrando um saldo de apenas 58 vagas no Estado, enquanto em outubro de 2011 esse número foi de 442 postos.
Para Renato, é difícil definir “as razões de tal decréscimo. O comércio paraibano permanece acelerado em vendas reais e em faturamento. É de se estranhar essa queda, até porque o consumo está diretamente ligado à renda da população, que vem crescendo em algumas categorias. É possível perceber também a chegada constante de grandes redes, que percebem a efervescência do setor por aqui”, comentou Renato, dizendo acreditar que tal queda pode ter relação com o fechamento de alguma grande loja do Estado, “já que, no geral, o comércio está caminhando muito bem”.
Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, o varejo paraibano registrou alta de 8,1% no acumulado dos nove meses, abaixo da média do país (9,3%) e apenas 6ª posição no Nordeste.
Ainda de acordo com o Caged, as vagas na indústria de transformação caíram 12,73% (de 2,458 mil para 2,145 mil) e nem mesmo a construção civil, ramo em alta no Estado, escapou. Com um total de 4,718 mil postos gerados até outubro, o setor reduziu em 313 o número de vagas (-6,22%), uma vez que os mesmos meses de 2011 foram responsáveis por 5,031 mil empregos.
Apesar disso, a construção civil conquistou a segunda colocação, derrubando o comércio, que gerou apenas 13% do número total de vagas abertas no Estado neste ano, que foi de 16,889 mil. Até outubro de 2011, esse índice era de 23,6%. Já a agropecuária, agravada pela estiagem e pelo aumento da mecanização do setor sucroalcooleiro, registrou um saldo negativo de 1,941 mil vagas contra uma variação positiva de 380 vagas no ano passado.
Campina registrou alta de 160%
As cidades de João Pessoa e Campina Grande seguem liderando a geração de empregos do Estado. Elas concentraram quase 70% dos 16,889 mil postos gerados até outubro. Apesar da capital registrar um saldo maior (6.049 mil) no período, apresentou um recuo de 11,2% sobre o ano passado. Já Campina Grande expandiu em 51,7% o saldo de vagas nos dez meses deste ano, tendo somado 5,677 mil vagas no período, contra 3,742 mil do ano anterior.
A instalação de uma empresa de call center em Campina Grande expandiu vagas. O saldo do setor de serviços cresceu 160% (de 1,573 mil para 4,090 mil), entre 2011 e 2012. “O call center tem uma relação direta com essa alta. Mais empregos devem ser gerados.
Cerca de 4 mil pessoas já estão atuando e até, no máximo, janeiro devemos atingir a meta de 5 mil profissionais empregados. O ramo de prestação de serviços é uma das matrizes que vem sendo incentivada pelo Estado. Estamos atraindo uma ou duas call centers para a capital, o que vai empregar ainda mais”, disse o secretário Estadual de Indústria e Comércio, Marcos Procópio.