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Fiep lança estudo ‘Nordeste Competitivo’ sobre potencialidades da PB

21 de novembro de 2012

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A Paraíba terá participação modesta nos investimentos previstos pelo estudo Nordeste Competitivo, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com as Federações das Indústrias (Fiep) Nordestinas.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB), Francisco (Buega) Gadelha, o Estado não prospectou suas potencialidades como deveria fazer nos últimos anos e, por isto, dos 83 projetos que apontam para obras essenciais na Região apenas oito deverão acontecer em terras paraibanas, de acordo com o estudo. Com mais de duas mil páginas, o diagnóstico elaborado pela CNI foi apresentado ontem no auditório do Sesi, no Centro de João Pessoa.
O projeto propõe obras prioritárias que deverão melhorar o complexo de transporte de cargas, por meio de investimentos em rodovias, hidrovias e ferrovias, para tornar a Região mais competitiva diante das demais no país nos próximos anos.
Segundo o estudo, o Nordeste, que detém 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, precisará investir R$ 25,8 bilhões em infraestrutura para o escoamento da sua produção até 2020.
Segundo o representante da Macrologística, empresa que realizou a análise, Olivier Girard, com as economias geradas por esses investimentos, o montante retornaria para os estados da Região em menos de cinco anos. “Esse é um estudo técnico que não avalia os estados especificamente, mas a Região como um todo. Nosso objetivo é oferecer aos governos uma ferramenta de priorização de projetos logísticos, que terá impacto na redução de custos e, portanto, fará desta uma região mais competitiva dentro e fora do país para atrair novos investimentos”, assegurou.
Para a Paraíba, por exemplo, seria necessário investir R$ 534,5 milhões em obras do Porto de Cabedelo. Além de três obras portuárias, estão listadas três obras rodoviárias e duas ferroviárias – entre elas a recuperação da Transnordestina entre Cedro e Itabaiana (PB) e da Transnordestina entre Itabaiana e Suape (PB/PE).
Gadelha explicou que o Estado dispõe de uma "excelente malha rodoviária que pede alguns ajustes, mas uma atividade portuária que deixa muito ainda a desejar. “Ainda precisamos melhorar muito nesse aspecto e uma das recomendações do estudo é a cabotagem [transporte de cargas pela costa brasileiras], mas isso não é feito porque não há regularidade dos navios no nosso porto”, disse.
Conforme o presidente da Fiep, em maio do próximo ano, os governadores dos nove estados do Nordeste deverão se reunir para juntos traçarem estratégias de operacionalização das recomendações. “Por hora, não há agenda definida”, finalizou.
Investimentos em transporte elevariam as exportações
Apesar das exportações paraibanas registrarem crescimento de 18,83% de janeiro a outubro deste ano sobre o mesmo período do ano passado, somando US$ 195,8 milhões em valores, o montante e a diversidade de produtos poderiam ser mais expressivos na balança comercial.
Para o presidente da Fiep, Francisco Gadelha, com os investimentos bem direcionados e transportes mais eficientes, a Paraíba poderá melhorar e diversificar a balança comercial com outras empresas além da Alpargatas, que atualmente detém sozinha 44,79% do total exportado pelo Estado este ano.
“Avaliando em longo prazo, veríamos o setor da mineração paraibana angariar uma fatia bem maior desse montante. Além disso, com um transporte mais competitivo dentro da Região, seríamos atletas do desenvolvimento e certamente ganharíamos destaque”, aponta o presidente da Fiep.
Para Gadelha, além de aumentar o volume exportado, o Estado reduziria as importações e diminuiria, consequentemente, o déficit da balança comercial.
Nos dez meses deste ano, o volume importado caiu 43,45%, após a cifra recorde importada no ano passado (mais de um bilhão de dólares).
Até outubro deste ano, as importações paraibanas registraram US$ 522,3 milhões contra US$ 923,5 milhões no mesmo período de 2011.