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Otimismo da construção recua e atinge menor nível desde julho de 2010

26 de maio de 2015

O Índice de Confiança da Construção recuou 5,1%, entre abril e maio, alcançando 72,9 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. O resultado sucede uma queda de 7,8%, em março, e uma alta de 0,5%, em abril, de acordo com dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE Ana Maria Castelo diz que a queda na demanda está se traduzindo em uma severa redução da atividade setorial.

‘Este cenário se complica com as dificuldades em relação ao crédito. Além das famílias, que estão sofrendo com a elevação das taxas de juros, as empresas também estão reportando aumento da dificuldade de acesso ao crédito a cada sondagem, o que afeta diretamente as possibilidades de recuperação do setor”, afirmou.

A piora do índice em maio foi decorrente de movimentos desfavoráveis tanto das avaliações em relação ao estado atual dos negócios quanto das expectativas em relação aos meses seguintes: o Índice da Situação Atual caiu 6,2%, após ter recuado 3,1% em abril, alcançando 59,4 pontos, recorde negativo histórico. Já o Índice de Expectativas apresentou queda de 4,3%, após crescer 3,3%, em abril, alcançando 86,4 pontos.

A queda do indicador da situação atual, em maio, foi influenciada principalmente pelo indicador que mede o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios, que declinou 7,4% em relação ao mês anterior, atingindo 60,0 pontos.

O indicador do quesito que capta a expectativa em relação à evolução da demanda nos três meses seguintes foi o que mais afetou o índice de expectativa futura, ao recuar 4,4%, na comparação com o mês anterior.

A queda do otimismo da construção em maio ocorreu majoritariamente nos segmentos que dependem do crédito e vinculados à obras públicas: em Edificações, o indicador variou -8,3%, em relação ao mês anterior; em Obras Especiais e em Obras Viárias, as quedas foram de 7,5% e 7,4%, respectivamente.

Os cortes nos investimentos, a indefinição do Plano Investimento em Infraestrutura e as restrições à concessão de crédito bancário estão se refletindo na confiança dos segmentos da construção.