Sobe 3,55% aluguel residencial com aniversário em abril
29 de abril de 2015
A inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 1,17%, em abril. No mês anterior, a alta havia sido de 0,98%. E em abril do ano passado, o aumento foi de 0,78%.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta mensal de 1,09%, de acordo com a mediana de 17 projeções, que variaram de avanço de 1,00% a 1,25%.
Com isso, o indicador acumula alta de 3,55% em 12 meses. Esse é o valor que será usado para reajustar os contratos de aluguel que fazem aniversário neste mês.
Na prática, um contrato de aluguel de R$ 1.000 mensais, com vencimento em fevereiro, terá um aumento de R$ 35,50 ao mês (referente aos 3,55%), passando para R$ 1.035,50.
O novo valor deve ser válido para o período entre maio deste ano e abril de 2016 ou até o encerramento previsto no contrato.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Indicadores
O IGP-M é a média aritmética ponderada de três outros índices de preços: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%; IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%; e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10%.
O IPA apresentou taxa de variação de 1,41%. No mês anterior, a taxa foi de 0,92%. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,11%, em abril. Em março, este grupo de produtos mostrou variação de 0,65%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,00% para 2,03%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 1,37%. Em março, a taxa foi de 0,33%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 1,65%. Em março, a taxa foi de 0,34%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,40% para 1,82%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,95%, ante 0,53%, em março.
No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 1,48%, em abril. Em março, o índice registrou variação de 2,02%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (8,30% para 2,43%), milho (em grão) (3,75% para -0,10%) e aves (3,11% para -0,36%). Em sentido oposto, destacam-se: café (em grão) (-3,23% para 3,59%), bovinos (0,15% para 2,10%) e minério de ferro (1,19% para 2,05%).
O IPC registrou variação de 0,75%, em abril, ante 1,42%, em março. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (2,93% para 1,42%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento da tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 16,84% para 6,05%.
Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:
– Transportes (1,51% para 0,01%),
– Alimentação (1,10% para 0,89%),
– Educação, Leitura e Recreação (0,81% para 0,26%) e
– Despesas Diversas (0,88% para 0,50%).
Nestas classes de despesa, os destaques foram: gasolina (5,13% para -0,01%), hortaliças e legumes (6,80% para 1,40%), passagem aérea (20,80% para -5,25%) e cigarros (0,58% para 0,00%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:
– Saúde e Cuidados Pessoais (0,72% para 1,05%),
– Vestuário (-0,24% para 0,11%) e
– Comunicação (-0,04% para 0,00%).
Nestas classes de despesa, destacaram-se: medicamentos em geral (0,09% para 1,95%), roupas (-0,49% para 0,20%) e mensalidade para TV por assinatura (0,12% para 0,50%), respectivamente.
O INCC registrou, em abril, variação de 0,65%, acima do resultado de março, de 0,36%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,95%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,41%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,38%. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,31%.