“É preciso transformar a criatividade em valor, seja ele financeiro ou comportamental”
2 de abril de 2015
Com mais de 750 palestras em seu currículo sobre liderança, vendas e empreendedorismo, o paulistano Dill Casella desde 2005 percorre o Brasil realizando eventos motivacionais. Só na Paraíba, já foram sete. Desta vez, ele esteve presente na convenção anual do Grupo Maxims, que aconteceu em João Pessoa no último domingo (29) e reuniu 270 colaboradores das empresas que compõem o Grupo.
Em tempos de crise econômica, motivar o colaborador para incentiva-lo a vender mais e inovar no atendimento pode ser uma saída, segundo Dill Casella. Em entrevista ao Paraíba Total, o ex-engenheiro lembrou que, em tempos de crise ou não, o profissional precisa ter uma qualificação constante. “Tem que se reinventar o tempo todo, buscando novas formas de aprender, desenvolver de surpreender. Fugir da acomodação e trazer inovação para o mercado. Esse é o segredo da superação”, afirmou ele.
Dill é autor do livro “Livro Atitude e Altitude – Uma História Sobre Convivência, Liderança e Criatividade”, publicado pela Editora Vozes, e autor de diversos artigos sobre motivação corporativa.
Abaixo, trechos da entrevista.
Quais os maiores desafios do profissional atual e qual perfil daquele de sucesso?
O novo profissional precisa se reinventar o tempo todo, buscando novas formas de aprender, desenvolver de surpreender. Ele precisa também de sempre fugir da acomodação e trazer inovação para ele e para o mercado. Para se ter sucesso, é preciso ter o espírito de ser um eterno aprendiz, estar sempre disposto a buscar novos conceitos para atingir melhores resultados.
Como motivar a si mesmo e uma equipe em tempos de crise econômica?
Muitas vezes a crise não é culpa nossa, mas a gente precisa conviver com ela. A crise agrava todos os segmentos, porém devemos utilizar a criatividade e inovação no dia a dia de trabalho. É preciso transformar a criatividade em valor, seja ele financeiro ou comportamental. Agregar valor, sair da mesmice é fundamental também. Um exemplo que eu gosto é observar que, ao surgir um caminhão de crise, logo atrás dele vem uma carreta de oportunidades. Não devemos olhar para crise, e sim entender que ela existe e correr atrás das oportunidades. Mudar o ritmo, ter proatividade e conseguir olhar as oportunidades que a crise trás.
E como fomentar as vendas nesta época?
Para novos resultados, precisamos criar o inusitado. A diferença atrai novos canais de vendas, novas formas, possibilidades atingindo novos mercados. A exemplo do segmento perfumaria, a venda direta é fantástica! Atingir um público que não entrava na loja e passa a ter um consumo tanto de qualidade quanto de fácil acesso. Algo que funciona bastante na época de crise são as vendas de kits associados às datas comemorativas, com novidades. Cliente se impressiona com quantidade. Às vezes, em recipientes reduzidos de custo mais baixo, o produto acaba caindo no gosto do publico.
Como se tornar um empreendedor até mesmo de sua própria carreira?
Primeiro precisa-se querer se transformar em um empreendedor, mudar, correr riscos, não apenas para quem vai abrir uma empresa, mas quem vai cuidar da própria carreira. A frase: ‘todo bom circo tem corda bamba’ imprime bem a situação, se você não colocar um pé atrás do outro, você não ira atravessar. O risco faz parte. E o combustível que é inovar.
O senhor ministra palestras em todo o país. As empresas de pequeno porte têm destaque na procura de palestras motivacionais?
Sim, é comum! Geralmente se organizam em polos e usam instituições para a realização trazendo os colaboradores e líderes para o evento. Torna-se mais interessante falar com grupos de pequeno porte do que com grupos estatais porque o direcionamento e a absorção são muito mais relevantes em grau de interesse. O pequeno porte tem uma ansiedade pelo crescimento interno e preza a qualidade, a informação e a reflexão.
O que uma palestra motivacional pode ajudar no desenvolvimento da empresa?
As palestras motivacionais fazem o colaborador e o empreendedor terem uma visibilidade maior, modificando o modo de pensar e, consequentemente, a maneira de agir. O objetivo é gerar reflexões, impulsionar inovações. No entanto, a palestra precisa ser renovada, pois é uma estratégia de motivação e renovação. O que se buscam no treinamentos são iniciativas voltadas para comportamento. É importante fazer com que as pessoas enxerguem novas possibilidades. A empresa tem as suas metas, mas quais as metas da própria pessoa, do colaborador? Qual seu sonho? É isso que sempre busco mostrar nos treinamentos.
O que é ser um líder?
É ser exemplo. Uma referência a ser seguida. A pessoa que é líder precisa mostrar para as pessoas aonde ela pode chegar, mas sem interferência nas atividades desempenhadas. O líder precisa agir com índole, não adianta falar uma coisa e agir de outra forma. O líder que funciona é que envolve individualmente, tocando as pessoas na busca do novo. Ter percepção a cada pessoa, estilo. A missão do líder é atingir resultados e formar sucessores.