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Prefeitura da Capital tenta novo acordo para por fim à greve de professores

24 de março de 2015

Representantes do movimento grevista dos professores da Capital foram recebidos nessa segunda-feira (23) pela gestão municipal para tentar um acordo que coloque fim na greve da categoria. Diante de um cenário nacional de dificuldades econômicas, a Prefeitura lembrou o esforço para manter o equilíbrio financeiro da Capital e reforçou a proposta que garante um reajuste salarial de 3%, o que eleva o salário para R$ 2.506, referente a 30 horas de trabalho semanais. 

Durante o encontro, a gestão municipal se comprometeu com a formação de uma comissão que avalie o desenvolvimento do repasse do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb). Pelo que foi acordado, uma renegociação do percentual oferecido poderá ser feito no mês de agosto caso haja melhoria no volume de repasse dos recursos.

A gestão municipal também se mostrou favorável a discutir os outros pontos de reivindicação encaminhados pela categoria, inclusive o que trata da elevação de um nível da progressão funcional, o que representaria um ganho imediato de mais 3% para os profissionais que possuem o direito.

Os representantes da categoria se comprometeram a levar a proposta para discussão em assembleia. 

A greve dos docentes teve início na segunda-feira (16) e tem deixado cerca de 60 mil alunos sem aulas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem-JP), Daniel de Assis, alega que o valor pago para esses profissionais é R$ 1.052,00, enquanto a remuneração prevista no piso seria de R$ 1.198,61 para uma carga horária de 25 horas.

“Desde que a lei do piso foi estabelecida, nunca nos concederam reajuste em índice menor que o estabelecido pelo MEC”, disse, acrescentando que outras Capitais que atravessam a mesma alegada crise econômica já o fizeram, num percentual de 13,01%. “Aqui nós cobramos 16% para continuar a política de valorização dos trabalhadores”, declarou.

Além dos 16%, retroativo a janeiro, para ativos e aposentados e atualização do pagamento do piso salarial nacional para os professores prestadores de serviço (PS), os professores reivindicam reajuste no mesmo percentual na data base para os funcionários da educação e modificações do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR), dentre elas a garantia do afastamento para cursar pós-graduação sem perdas, com ampliação do tempo das licenças e a progressão funcional para quem está em estágio probatório.