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Pais contam com novas tecnologias para vigiar as crianças

23 de fevereiro de 2015

Mesmo sem possuir os recursos de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA), nos dias de hoje os pais já contam com eficientes ferramentas para vigiar os filhos. Atualmente, há uma oferta crescente de aparelhos e aplicativos que permitem aos pais preocupados com a segurança e a disciplina dos filhos seguirem seus passos de perto, seja quando estão batendo papo na web quando deveriam estar dormindo, ou ultrapassando o limite de velocidade quando pedem emprestado o carro da mãe.

Entre um sem número de aparelhos originais estão chaves magnéticas, relógios localizadores, pulseiras de humor para bebês e, inclusive, camas “inteligentes” capazes de informar aos pais quando os filhos ainda estão acordados passada a hora de dormir.

A boa notícia para os pais é que a maioria destes dispositivos – especialmente os que permitem espionar os mais grandinhos – estão integrados aos telefones celulares, dos quais os adolescentes não se separam.

“Os pais querem manter o controle da situação, é uma forma de se sentirem tranquilos”, explicou o professor de criminologia Sameer Hinduja, codiretor do Centro de Pesquisas sobre o Assédio Cibernético, nos Estados Unidos.

Também existe um bracelete de plástico para localizar filhos a qualquer hora. Este pequeno acessório, decorado com estrelinhas, permite, entre outras coisas, fazer ligações para números previamente programados ou verificar se a criança está onde deveria estar.

Para os pais mais preocupados, há ferramentas mais invasivas, como por exemplo aplicativos instalados sem que o proprietário do celular ou do tablet perceba e que permitem acessar fotos, mensagens ou o histórico de buscas pela internet.

Em alguns casos, os pais podem, inclusive, delimitar um perímetro e receber alertas cada vez que seus filhos saem dele.

Contudo, especialistas recomendam lançar mão deste tipo de dispositivo quando as crianças forem um pouco maiores e unicamente se demonstrarem não ser dignas de confiança. “Isto equivale a ‘hackear’ a vida dos nossos filhos. As pessoas não deveriam pensar que existe um aparelho que permite restaurar a confiança com as crianças ou que existe um programa capaz de nos tornar melhores pais, porque não existe”, orienta.