Cientista da IBM, Fábio Gandour, profere palestra em João Pessoa
18 de outubro de 2012

A maneira mais fácil de se prever o futuro é estar disposto a construí-lo. Com essas palavras, o cientista chefe do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, Fábio Gandour, proferiu palestra no auditório do Sebrae Paraíba, nesta última quarta-feira (17), para uma plateia de micro e pequenos empresários. Para o cientista, são justamente esses empreendedores os grandes responsáveis pela construção desse futuro.
A palestra “O que do amanhã já se pode saber hoje” fez parte das ações do Sebrae Paraíba durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e lançou no Estado a 3ª BITS (Busines IT South America), o maior evento de Tecnologia da Informação do mundo. No Brasil, o evento acontecerá em Porto Alegre (RS), em maio de 2013. João Pessoa foi a primeira cidade do Nordeste a receber o lançamento da BITS.
“Do ponto de vista dos negócios é extremamente estratégico olhar para o futuro, usando as inovações e a tecnologia. Mas a tecnologia deve funcionar a serviço das pessoas e cada uma tem a sua necessidade”, disse Gandour. Segundo ele, a Paraíba tem uma cadeia produtiva tecnológica criativa, com grande potencialidade, que precisa ser melhor explorada e conhecida a nível nacional. “Campina Grande tem um polo de tecnologia espetacular. O Brasil agora está conhecendo o Nordeste, mas o Nordeste precisa conhecer mais suas potencialidades”, completou.
Fábio Gandour acrescentou que os empresários devem estar atentos ao modismo de termos como “inovação” e “sustentabilidade”. “O empresário não tem que ser sustentável porque a palavra está na moda. É porque se esgotarmos os recursos, uma hora vai faltar. E não é difícil prever isso, é uma métrica preditiva, fácil de ser alcançada com simples modelos matemáticos”, afirmou o cientista da IBM.
Em sua palestra, Gandour destacou também o papel do empresário prestador de serviços. Segundo ele, esse prestador não pode tratar os seus clientes da mesma forma, é preciso personalizar o serviço, levando em conta as particularidades de cada um. “O serviço não é um produto igual para todo mundo, como uma salsicha. Portanto, deve haver uma ‘humanização’ na prestação de serviço”, disse.
Ao final, Gandour indagou a plateia se o futuro será melhor. E ele mesmo respondeu: “Só depende da gente e é para lá que estamos indo. Mas para que o futuro realmente seja melhor temos que fazer alguma coisa agora”.