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Censo da Febraban revela avanços em indicadores de diversidade

3 de novembro de 2014

A Federação Brasileira de Bancos – Febraban divulgou nesta segunda-feira (03) os resultados do Censo da Diversidade 2014 do setor bancário, em que se oferece à sociedade brasileira uma atualização do quadro apresentado no primeiro desses censos, realizado em 2008.

Esses levantamentos censitários – úteis para a orientação dos bancos quanto a iniciativas em prol da igualdade de oportunidades no mercado de trabalho bancário –, abordam a diversidade no quadro funcional dos bancos, em bases raciais, de gênero, de idade e de pessoas com deficiência.

O Censo de 2014, realizado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) com apoio técnico do IBGE, reúne informações de bancários de 18 instituições financeiras, que representam mais de 90% do mercado bancário e traz como novidade o levantamento do tema da orientação sexual.

Os dados da pesquisa foram levantados entre 17 de março a 09 de maio.

Os avanços em importantes indicadores, verificados entre 2008 e 2014, referendam as políticas adotadas pela Federação e seus associados, de valorização das pessoas e da diversidade, da promoção de valores éticos e morais, assim como de incentivo a práticas de cidadania, livre iniciativa e responsabilidade social.

Merecem destaque os seguintes pontos, dentre outros:

·         1,9% dos respondentes se declararam homossexuais e 0,6%, bissexuais. O Censo mostra que 85% dos bancários são heterossexuais. Apenas 12,4% não responderam, o que denota baixa rejeição ao tema. Em relação ao estado conjugal, 61,6% disseram que estão casados/união estável com uma pessoa do sexo diferente e 1,1% dos bancários disseram que estão casados/união estável com uma pessoa do mesmo sexo. A média brasileira para este último dado, segundo o Censo do IBGE de 2010, é de 0,03%.

·         A maior permanência dos funcionários do setor no mesmo emprego e o aumento na média de idade do bancário. Entre 2008 e 2014, o número de funcionários e funcionárias do setor bancário com mais de 25 anos de trabalho passou de 10,4% para 14,5%.  Quanto à composição do quadro, por faixa etária, vale menção aos seguintes dados: na faixa de 45 a 54 anos, o percentual passou de 19,6% (2008) para 23,3%(2014); na faixa de 55 anos ou mais, o crescimento, no mesmo intervalo, foi de 1,3% para 6,9%.

·         Considerando os funcionários desligados por iniciativa do empregador e sem justa causa, a taxa de rotatividade da força de trabalho do setor bancário (4,5% ao ano) é muito inferior à dos demais setores da economia (a média nacional é de 50% a.a.). Essa rotatividade expressivamente menor pode ser atribuída às condições de trabalho oferecidas pelos bancos.

·         O aumento de 30% no contingente de funcionários e funcionárias de bancos que se auto definiram como negros (classificação do IBGE que abarca pretos e pardos): passaram de 19%, em 2008, para 24,7%, em 2014.  Além do aumento quantitativo, vale destacar que no período considerado, o número de funcionários bancários negros, dos dois gêneros, com curso superior completo e acima passou de 59% para 74,5% do referido contingente racial.

·         Ligeira redução na diferença entre a remuneração média entre homens e mulheres, que no período considerado passou de 76,4% para 77,9%.  Em termos de divisão, por gênero, da força de trabalho, um relativo equilíbrio continuou a prevalecer: 51,7% dos bancários são homens e 48,3% são mulheres. Há regiões, como a Sudeste, onde a situação se inverte: 51,9% são mulheres e 48,1%, homens.

·         Os bancos, no período, continuaram a ampliar a contratação de pessoas com deficiência em seus quadros funcionais. Entre 2008 e 2014 essa participação duplicou, passando de 1,8% para 3,6%, conforme se autodeclararam os bancários.

·         O setor bancário continuou a se destacar quanto à escolaridade: funcionários com curso superior completo e acima (mestrado, doutorado, pós-graduação) que representavam 67,7% da força de trabalho setorial total em 2008, passaram a representar 79,6% em 2014. Se forem somados os que têm curso superior incompleto (o que inclui os que ainda estão estudando em faculdades) essa participação passa para 95,8%.

·         As mulheres passaram a apresentar melhor qualificação educacional no período, comparativamente aos homens.  Em 2008, 71,2% das bancárias tinham curso superior completo e acima. Em 2014, as mulheres com essa qualificação representam 82,5% da força de trabalho feminina bancária. Para os funcionários do sexo masculino esse aumento foi de 64,4% para 76,9%.