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Greve dos bancos não pode prejudicar recebimento de salários

25 de setembro de 2012

 -bancos 

Apesar da greve dos bancários permanecer ainda indefinida, os trabalhadores paraibanos não devem encontrar problemas para receber seus salários e, inclusive, compensar cheques. É o que afirma o Sindicato dos Bancários da Paraíba, que garante que 95% dos serviços de autoatendimento estão em funcionamento, com a exceção de depósitos nos bancos públicos. “A maioria das empresas depositam o salário no cartão do banco do trabalhador e mesmo aqueles que recebem por meio de cheque não serão prejudicados, pois eles estão sendo compensados.
Além disso, a partir de hoje, os bancos poderão atender os clientes que estiverem com algum problema no cartão, como a necessidade de uma segunda via, por exemplo”, garantiu o presidente Marcus Henriques.
Segundo o Procon, o consumidor não pode ser prejudicado por problemas decorrentes da greve, uma vez que a responsabilidade do banco pelos prejuízos causados aos consumidores decorre do risco de sua atividade e não pode, a pretexto de greve, ser repassado ao consumidor.
O consultor jurídico do Procon-PB, Rafael Lopes, garante que o órgão ainda não registrou reclamações dos paraibanos a respeito de acesso a salário e que equipes de fiscalização do Procon-PB estão nas ruas para verificar a incidência de qualquer problema para os consumidores. “Os bancos estão disponibilizando um atendimento mínimo e o Procon-PB está à disposição para fazer o contato do cliente com a instituição financeira, caso ele encontre alguma dificuldade”, explicou.
A recomendação no momento é, segundo o promotor da Curadoria do Consumidor, Glauberto Bezerra, acionar o Procon ou o Banco Central diante de qualquer prejuízo enfrentado em decorrência da paralisação. “A greve é constitucional, não há como forçar que os bancários retomem o serviço em sua totalidade. Portanto, caso alguém se sinta lesado, a recomendação é que o cliente entre em contato com o Banco Central, com o Procon Estadual ou Municipal. Essa atitude é de extrema importância, pois é uma prova que o trabalhador tem para que não se prejudique lá na frente, caso deixe de efetuar algum pagamento, por exemplo. Não haverá cobrança de multas, uma vez que essa é uma circunstância atípica”, esclareceu Glauberto Bezerra.
O promotor garante ainda que uma série de reuniões estão sendo realizadas entre o Ministério Público, representantes dos bancos e do sindicato, tudo para amenizar qualquer efeito negativo que o consumidor venha a ter. “Os caixas eletrônicos devem continuar funcionando normalmente, uma vez que eles estão sendo reabastecidos e o Sindicato está se mostrando disposto a auxiliar o consumidor a solucionar alguns problemas pontuais”, finalizou.
Serviço
Com a paralisação, a Febraban orienta os clientes a procurarem um canal alternativo para realizar os serviços durante o período de greve. Segundo a entidade, o consumidor deve ver se há a disponibilidade de fazer as operações por meio de caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking (via celular), telefone e correspondentes bancários –casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.
Saques
Caso o cliente queira fazer saques acima de R$ 1.000,00 -o máximo permitido por dia em caixas eletrônicos-, poderá fazer transferências por meio de DOC (o documento de crédito) ou TED (transferência eletrônica disponível) nas próprias máquinas, pela internet, pelo telefone e até mesmo no aplicativo do banco pelo celular. Por meio dessas operações, é possível realizar transferências envolvendo dois bancos distintos.
Segundo o Procon-SP, nesses casos pode haver ainda atendimento emergencial nas agências ou o banco pode aumentar o limite de saque nos próprios caixas eletrônicos.
Se o cliente tiver algum prejuízo em virtude de não conseguir sacar o valor que precisa, poderá acionar o banco posteriormente, já que a entidade é a responsável pelos danos causados em função da interrupção dos serviços.
Caso o consumidor solicite uma alternativa de pagamento e as empresas não a disponibilizem, ele deve documentar a tentativa frustrada de quitar o débito, podendo registrar uma reclamação junto ao Procon.
Entre as reivindicações dos bancários estão o reajuste salarial de 10,25% para a categoria e um piso de R$ 2.416,33.