Qual foi a última vez que você saiu da sua zona de conforto?
10 de agosto de 2020
Você se considera pronto para a vida profissional?
Para começar a responder essa pergunta, é importante saber também: Qual foi a última vez que você saiu da sua zona de conforto? Bom, na maioria dos casos, o nosso maior objetivo de vida é trabalhar com algo que nos deixe feliz, então vamos tomar como verdade essa afirmação para a nossa análise.
Vamos nos permitir entender o mercado de trabalho por um instante. Hoje, as empresas, startups, cooperativas e franquias, buscam pessoas com algumas características específicas a serem atribuídas ao perfil do funcionário ideal da instituição. De certo modo, um dos maiores fatores que envolvem os interesses que o mundo empresarial possui com o jovem que está entrando no mercado de trabalho, é a sua capacidade de se adaptar às situações adversas que ele poderá enfrentar. Hoje, o trabalho mecânico e viciante exposto por Charles Chaplin em “Tempos Modernos” não é mais algo comum à nossa vista. Continuamente, as grandes empresas procuram evoluir seus processos a partir da adição de pessoas que “Pensem fora da caixa” à sua equipe. Um exemplo da Votorantim S.A. (multinacional brasileira), é que eles começaram a mudar o perfil dos seus funcionários, de dentro para fora. A partir de um novo método de processo seletivo, que procura enaltecer a capacidade de adaptação a novos processos, convivência multicultural e qualidade de implementação das suas ideias na rotina de trabalho, eles abriram um leque de opções que iriam agregar fortemente à qualidade de inovação do seu time de funcionários, assim como traria uma maior diversidade. Tudo isso a partir de um processo seletivo onde o que mais importava, era a sua capacidade de se mostrar resiliente, orientado à solução, trabalho em equipe e auto conhecimento e como que essas características entravam em ação para formar um profissional extremamente produtivo para a empresa. O foco saiu do currículo engessado, de qual universidade top 3 do brasil essa pessoa veio, pois se baseando nessas análises, todos eram iguais. Mesmas experiências, notas parecidas, mesma realidade. Isso dificilmente trará inovação e novidade para a instituição. É a famosa frase do “Ser igual ao pão de padaria, todos são iguais, o que te faz diferente?” É engraçado dizer isso, porque agora eu consigo enxergar o que me fez diferente. Eu sou o tipo de pessoa que gosta de colecionar certificado de voluntariado, seja em um projeto social ou universitário. Já fui de voluntário em campeonatos de robótica a Olimpíadas do Rio 2016, até meu intercâmbio voluntário e experiência como membro de uma ONG. Certamente, a experiência do intercâmbio foi a que mais me desenvolveu, e de maneira mais rápida. Nele, eu consegui agregar alguns pontos bem importantes ao meu Currículo:
1. Fluência em outro idioma: a imersão cultural me permitiu adquirir a tão desejada fluência em outro idioma (espanhol e inglês) de forma muito simples. A partir das trocas culturais vividas, eu pude aprender e praticar o idioma do local durante todo o período de intercâmbio, visto que tive contato direto com nativos e ainda com voluntários de vários locais do mundo durante a realização das atividades.
2. Bagagem cultural: Me proporcionou uma imersão cultural surpreendente. Imagine viver a experiência de morar com uma família voluntária de nativos que abriram as portas do seu lar para mim, fazendo com que eu saísse da minha zona de conforto e aprender a ser mais resiliente, tolerante com as diferenças e empático, orientado a novas soluções e encorajador das pessoas à minha volta. Também, ter contato direto com pessoas do mundo todo com certeza provocou mudanças na minha visão de mundo e proporcionou características de um cidadão global.
3. Voluntariado: o trabalho realizado em um intercâmbio voluntário me ofereceu experiência profissional ligada a área de atuação escolhida (relações internacionais), acrescido do reconhecimento de uma atividade internacional. Como comentei antes, atualmente, muitas das empresas buscam por profissionais que possuam diferenciais de mercado e experiências mais holísticas. Desta forma, o intercâmbio voluntário gerou um grande diferencial no meu currículo. O voluntariado é também reconhecido, em muitos países, como pré-requisito para ingresso em grandes universidades e mestrados internacionais, assim como ingresso em algumas empresas multinacionais.
4. Por último mas não menos importante: Networking Internacional, através da interação com diversas pessoas do mundo, é natural que pontes e contatos sejam firmados, inclusive contatos de pessoas em meu entorno profissional que possam ajudar ou dar suporte no mercado de trabalho.
Para mim, tudo que vivi foram experiências que agregaram fortemente à pessoa que sou hoje e a pessoa que serei no mercado de trabalho/empreendedor. Graças a tudo isso, posso me considerar uma pessoa que já saiu diversas vezes da sua zona de conforto e está pronta para o mercado de trabalho de alto nível!
E você, quando vai sair da sua zona de conforto?
Para mais informações sobre nossos intercâmbios acesse: bit.ly/intercambio_JOAOPESSOA
– Petrus Alves, diretor de intercâmbios voluntários na AIESEC em João Pessoa