Senado dos EUA aprova socorro de US$ 2 trilhões para aliviar impacto do coronavírus
26 de março de 2020
– O Senado dos Estados Unidos aprovou na madrugada desta quinta-feira, por ampla maioria (96 a zero) , um pacote “histórico” de estímulos de US$ 2 trilhões para atenuar os impactos da pandemia do coronavírus sobre a economia do país. O plano deverá auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde.
O pacote prevê envio de dinheiro diretamente a americanos – de até US$ 3 mil por família -, ampliação de benefícios de seguro-desemprego, dinheiro para estados e um programa para pequenas empresas poderem pagar salário de funcionários que precisam ficar em casa para conter o contágio do coronavírus no país.
Inclui também um fundo de US$ 500 bilhões para ajudar indústrias afetadas e US$ 350 bilhões para empréstimos a pequenas empresas, US$ 250 bilhões para auxílio-desemprego e ao menos US$ 100 bilhões para hospitais e sistemas de saúde relacionados.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, chamou a medida de “maior pacote de resgate na Histórica americana”, descrevendo-a como o “Plano Marshall” para hospitais e necessidades médicas, em referência ao programa financiado pelos EUA que ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial.
O valor equivale a aproximadamente R$ 10,2 trilhões e representa um montante maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em valores correntes, que em 2019 totalizou R$ 7,3 trilhões.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na véspera que que está vendo “aceleração muito grande” em número de casos de coronavírus nos EUA, o que deve levar o país a ser o novo epicentro da epidemia, que já matou mais de 900 pessoas nos Estados Unidos e infectou ao menos 60 mil.
Líderes do Senado destacaram a natureza histórica do desafio apresentado pelo coronavírus, que Schumer, chamou de “doença estranha e maligna”.
A previsão é que o pacote de estímulo seja votado sexta-feira na Câmara dos Representantes. O presidente Donald Trump, cujos principais assessores ajudaram a negociar a medida bipartidária, prometeu promulgá-la assim que ela chegar à sua mesa:
– Vou assiná-la imediatamente – disse Trump a repórteres na quarta-feira.