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Especialista mostra que antecipar parcelas de dívidas pode ser um erro

27 de setembro de 2017

O que é melhor: quitar dívidas ou guardar dinheiro? Muitos acreditam que é melhor antecipar parcelas, mas esse é um erro comum pela falta de educação financeira. Afinal, ter dinheiro guardado é ter sustentabilidade – mesmo endividado (a). Veja a opinião sobre o assunto, de Reinaldo Domingos. Ele está a frente do canal Dinheiro à Vista e doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira, além de autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

Comparar juros não é tudo

Os juros de dívidas longas, como financiamentos imobiliários, tendem a ser mais altos do que os rendimentos de aplicações. Por isso, muitos acreditam ser mais vantajoso usar a reserva para adiantar parcelas. Esse é um pensamento correto, baseado na matemática, mas que não deve guiar o comportamento.

“É preciso agir com educação financeira, lembrar que não há necessidade de ficar sem reservas financeiras se a dívida está sendo paga mensalmente com tranquilidade, cabendo no orçamento financeiro e “assegurada” pelos próximos 10, 20 ou 30 anos”, destaca ele..

Por mais que ao quitar dívidas, paga-se menos juros, na prática é melhor ter uma dívida controlada do que não ter reservas financeiras.

É preciso ter reservas financeiras

Poucas pessoas procuram poupar dinheiro para conquistar seus sonhos e muitas – muitas mesmo – se preocupam em quitar dívidas. O que proponho é uma quebra de paradigmas. É preciso lidar com o endividamento de forma inteligente.

“Proteger as reservas financeiras, ou seja, ter dinheiro guardado, é fundamental, sinônimo de poder econômico. Com elas, você pode realizar sonhos, viajar anualmente, trocar de carro frequentemente, entre outras coisas, além de garantir uma aposentadoria sustentável”, comentou ele..

Segundo o especialista, muitas pessoas utilizam o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para quitar dívidas, liquidando essa reserva financeira tão importante para o futuro e também no momento atual, de instabilidade econômica.

“De que adianta quitar dívidas e não ter segurança, sustentabilidade e possibilidade de conquistar seus sonhos?”, concluiu ele.