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Fraudes no INSS geram rombo de R$ 5 bi aos cofres públicos em 15 anos

31 de agosto de 2017

As fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) provocaram um prejuízo de R$ 5,01 bilhões aos cofres públicos nos últimos 15 anos, de acordo com levantamento do governo. Esses desvios foram identificados e levaram à prisão de 2.729 pessoas envolvidas nas fraudes. Entre os suspeitos detidos estavam 416 servidores do próprio instituto.

A tarefa de investigar as fraudes no INSS é da Coinp (Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária), órgão da Secretaria de Previdência Social que atua em conjunto com a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, INSS, Tribunal de Contas da União e a Advocacia-Geral da União.

Em média, a força-tarefa faz 5,5 operações de investigação de fraudes na concessão de benefícios do INSS por mês. Essas apurações resultam, em média, em quatro suspeitos presos todos os meses por participação em crimes contra o instituto.

Casos famosos 

Nos início dos anos 90, a advogada Jorgina Freitas foi presa por liderar uma quadrilha de 25 pessoas, entre advogados, procuradores e peritos, que desviou cerca de  R$ 1 bilhão em benefícios fraudados. A advogada cumpriu pena entre 1997 e 2010, mas o governo só conseguiu recuperar R$ 156 milhões do valor desviado, incluindo o valor que foi arrecadado com os leilões de bens dos acusados.

Com um trabalho intenso de investigação de denúncias e análise de dados, a Coinp também se concentra nos desvios de padrão para localizar e prender os fraudadores. Foi assim na Operação Rosário, que desbaratou uma quadrilha especializada na fraude do auxílio-reclusão.

Na cidade de Rosário, onde não há presídio, o volume de benefícios deste tipo representava 6,24% do total de concessões, enquanto a média nacional não chega a 0,46%. A quadrilha tinha desviado cerca de R$ 1 milhão.

Em 2017

Desde janeiro, já foram feitas 44 operações e flagrantes de fraudes. Um levantamento da Secretaria de Previdência apontou que, se não fossem descobertas, as concessões fraudulentas de 2017 representariam uma despesa total de R$ 153,5 milhões. 

Golpes comuns

Nem sempre o alvo principal dos golpistas é a concessão de um benefício irregular. A Secretária de Previdência Social identificou um aumento nas reclamações de segurados dizendo que receberam ligações da Previdência.