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Conheça algumas das profissões mais promissoras para 2017 no País

8 de novembro de 2016

Na edição do último sábado (05), o programa Paraíba S.A., que vai ao ar às 18h50 (Horário de Verão), na TV Manaíra, afiliada da Band no Estado, mostrou, em entrevistas e reportagens, as profissões mais promissões e rentáveis para 2017 no Brasil e no Estado da Paraíba.

Muitas delas se destacam devido ao cenário econômico estagnado no País, e são movidas pelo lema “fazer mais com menos” para continuar a dominar a estratégia de gestão e o foco da eficiência. As áreas ligadas à tecnologia, marketing digital, direito empresarial, engenharia ambiental também reúnem as melhores oportunidades no mundo corporativo para o próximo ano.

Confira abaixo outras delas:

1. Gestor de compliance/riscos/auditoria

O que faz: faz o diagnóstico, mitiga riscos e garante a transparência dos processos da empresa, de acordo com a lei e políticas corporativas vigentes. “É quem implementa controles e políticas necessários para redução de risco e fraude, sem tornar a empresa excessivamente burocrática”, diz Thiago Pimenta, headhunter da FLOW Executive Finders.

Perfil profissional: as consultorias de recrutamento citam formações mais frequentes em direito, administração, contabilidade, economia e até tecnologia da informação. Conhecimento técnico de SOX é essencial, segundo os recrutadores. Como esta posição está presente em diversos mercados diferentes (financeiro, farmacêutico, telecomunicações e extração de petróleo), o gestor de compliance também precisa conhecer bem o seu segmento de atuação, destaca a equipe da consultoria Heidrick & Struggles.

Por que está em alta: a demanda cresce em função das constantes mudanças no ambiente regulatório, cada vez mais restritivo. Assim, diante de incertezas na política e na economia, escândalos financeiros, fraudes, impossibilidade de perdas e necessidade de ganhos de eficiência, este é um profissional estratégico. 

2. Advogado especialista em recuperação judicial

O que faz: representa companhias sem condições de honrar seus compromissos financeiros com o objetivo de evitar a sua falência.

Perfil: formação em direito, especialização e/ou mestrado na área cível e de processo civil.

Por que está em alta: em crise, muitas empresas têm entrado com pedido de recuperação judicial para conseguir sanar dívidas, explicam Fabio Salomon e Bianca Azzi, especialistas em recrutamento na área jurídica.

3. Advogado tributário

O que faz: atua na defesa em processos administrativos e judiciais. Formula consultas para esclarecer o cumprimento de obrigações tributárias. Também faz planejamento tributário com a missão de redução fiscal e é parceiro da área empresarial e fiscal em fusões e aquisições de empresas.

Perfil: formação em direito, com especialização e/ou mestrado na área tributária. Quando atua especialmente na área contenciosa, é interessante que possua também formação continuada em processo civil. Para os que atuam na área consultiva, formação contábil e inglês fluente fazem um perfil diferenciado.

Por que está em alta: a matriz tributária no Brasil é muito complexa, o que torna o profissional da área uma peça valiosa para as empresas. Em tempos de crise, ele é ainda mais estratégico na medida em que atua na redução da carga de impostos e faz a ponte com o governo, destaca Rodrigo Miwa, da Hound Consultoria.

4. Advogado especializado em contencioso cível empresarial

O que faz: representa companhias em litígio em tribunais brasileiros e órgãos administrativos das esferas municipais, estaduais e federais.

Perfil: formação jurídica, especialização e/ou mestrado na área cível e de processo civil. Em muitos casos, o mestrado e o doutorado trazem respeitabilidade a esta atividade em específico, segundo Fabio Salomon e Bianca Azzi, especialistas em recrutamento na área jurídica.

Por que está em alta: em tempos de crise, empresas muitas vezes não arcam com seus compromissos – o que acarreta litígios na Justiça.

5. Gerente de contencioso de volume

O que faz: gere equipes e lidera operações que lidam com um alto volume de processos. Faz a gestão da contingência processual, analisando e administrando os riscos de cada carteira, traça estratégias para melhor rentabilidade.

Perfil: habilidade técnica e competência administrativo-financeira para gerir grande volume de processos são os aspectos mais importantes do perfil, segundo a consultoria Michael Page. Ter a capacidade de elaborar estratégias para aumentar a rentabilidade, entregar resultados com eficiência e garantir a manutenção dos clientes é o que as empresas esperam deste profissional.

Por que está em alta: o cenário político-econômico trouxe aumento no volume de processos. O foco, segundo a consultoria Michael Page, está na área cível, ações de recuperação de créditos e indenizatórias, mas a área trabalhista também está em destaque por conta do grande número de demissões em 2015. 

6. Head de departamento jurídico

O que faz: responsável por toda e qualquer demanda jurídica da empresa, seja consultiva ou contenciosa. O consultivo é basicamente interno, enquanto o contencioso é terceirizado para os escritórios. No entanto, a terceirização pede um acompanhamento próximo de processos e também uma orientação a respeito das estratégias traçadas, já que o departamento interno é que tem a credencial para transmitir ao escritório a realidade da empresa.

Perfil: formação jurídica e perfil generalista com foco consultivo. Inglês é indispensável, assim como facilidade para se relacionar com outras áreas da empresa. Capacidade de liderança é indispensável.Por que está em alta: as empresas precisam de profissionais generalistas, mais do que funcionários especializados, neste momento de crise, segundo a avaliação da consultoria Michael Page. Além disso, gestores da área jurídica, como um todo, contribuem para a eficiência ao atuar em planejamento tributário e mitigação de riscos jurídicos, diz Luiz Gustavo Mariano, headhunter da FLOW Executive Finders.

7. Gestor de M&A

O que faz: gerencia processos de fusões e aquisições de empresas. Perfil: formação em finanças ou administração com especialização na área. As empresas buscam profissionais com perfil assertivo e profundo conhecimento do mercado. De acordo com Celia Spangher, da Maxim Consultores, dominar processos de due dilligence, valuation e montagem de road shows também é essencial para este profissional. Inglês fluente é obrigatório, enquanto espanhol é desejável.Por que está em alta: A crise econômica também é sinônimo de oportunidade. Assim, o atual contexto faz com que empresas e grupos em posição privilegiada para negociar apostem em fusões e aquisições, explica Celia. “Estes profissionais estarão em alta porque lideram o processo do começo ao final, rendendo à empresa ganhos significativos”, diz ela.

8. Analistas/Gerentes de crédito e risco

O que faz: Analisa a saúde financeira de uma empresa para tomar a decisão de conceder ou não crédito direto para financiamento de investimento (no caso de profissionais de bancos) ou para entender se a empresa é boa pagadora (no caso de fornecedores de produtos em mercado B2B).

Perfil: graduação em administração, economia, contabilidade ou até direito. Também está na mira quem tem facilidade para lidar com números e conhecimento da área de contratos. “Deve ser um profissional analítico e com visão de mercado”, diz Paulo Dias, diretor de recrutamento da STATO.

Por que está em alta: para sair de uma situação desfavorável, empresas necessitam de crédito, mas ninguém quer assumir riscos desnecessários. Daí a necessidade de pessoas especializadas neste tipo de análise.

9. Profissional de planejamento tributário

O que faz: é responsável pela execução do planejamento tributário, identificando oportunidades e evitando riscos e gastos desnecessários.

Perfil: formação jurídica com especialização ou pós graduação em direito tributário. Ter MBA em controladoria tem se tornado comum, uma vez que a área fiscal responde à área financeira na maior parte das empresas. “Passagem por big four também é interessante”, diz Rodrigo Miwa, da Hound Consultoria.

Por que está em alta: Além da busca por redução de custos e tributos, o cenário de incerteza macroeconômica aumenta a demanda por um olhar estratégico sobre a área de planejamento tributário e financeiro, diz Diogo Forghieri, gerente da Randstad Professionals.

10. Controller

O que faz: acompanha toda a operação da empresa sob o ponto de vista financeiro, cria relatórios e indicadores, além de apresentar números para a matriz e/ou acionistas que embasem a tomada de decisão.

Perfil: formação em ciências contábeis, administração ou economia. De acordo com Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses, também contam pontos proficiência em inglês, bom relacionamento interpessoal, visão de negócio e base técnica forte em contabilidade.

Por que está em alta: a situação econômica do país pede um acompanhamento maior da operação por parte das matrizes e acionistas – o que exige mais deste profissional, que faz a ponte entre as áreas operacionais, táticas e estratégicas. “Em momentos de crise, há mais empresas sem CFO/diretor financeiro, que priorizam controllers de nível sênior por conta de redução de custo”, diz Alexandre Kalman, da Hound Consultoria.

11. CEO

0O que faz: é a figura que dá a direção ao negócio.Perfil: “grande capacidade de liderança e ampla visão dos processos do negócio e das influências exercidas pelas transformações do mundo”, afirma Luiz Gustavo Mariano, headhunter da FLOW Executive Finders.Por que está em alta: diante da crise, cada vez mais empresas se voltam para CEOs com alta capacidade de transformação para readequar o negócio à nova realidade de mercado, otimizando o desempenho e incrementando a produtividade. 

12. Cientistas de Dados / Engenheiro de Big Data

O que faz: identifica e reúne diferentes fontes de dados online para que a empresa possa fazer uma análise qualitativa das informações e, assim, tomar decisões.

Perfil do profissional: formação em engenharia da computação/ciências da computação/ sistemas da informação. É preciso ter experiência com análise de sistemas e programação, segundo Marília Filippetti, consultor sênior de Recrutamento em TI da Kelly Brasil.

Por que está em alta: “um dos principais focos das empresas é entender a experiência do público-alvo por meio de dados sobre seu comportamento e suas necessidades. Esse processo fica a cargo deste profissional”, diz Marília.

13. Gerente e diretor de desenvolvimento de negócios

O que faz: faz a prospecção de novos negócios, desenha a solução para o cliente e elabora os orçamentos.Perfil: formação acadêmica em engenharia, administração ou economia.Por que está em alta: de acordo com Helena Magalhães, sócia da consultoria People Oriented, a crise enfrentada pela Operação Lava Jato e a investigação de cada vez mais empresas em casos de corrupção está mudando a forma de fazer negócios com o setor público. “As empresas estão mais rigorosas e preocupadas em não se envolver em novos escândalos”, diz ela. “Por isso, todas as áreas de desenvolvimento de negócios passarão por reestruturações em 2016, o que atrairá profissionais com conhecimento técnico sólido”.

14. Profissional de cobrança

O que faz: trabalha na área financeira, assegurando o pagamento das contas a receber.

Perfil: a formação acadêmica importa menos do que o perfil comportamental. “Para conseguir minimizar a inadimplência dos clientes, este profissional precisa ser resiliente, inquisitivo e hábil para se comunicar e negociar”, diz Luis Fernando Martins, diretor da Hays.

Por que estará em alta: É uma função estratégica para a preservação do fluxo de caixa das empresas, já que tem a missão de reduzir a inadimplência dos clientes. 

15. Gerentes de recursos humanos

O que faz: são responsáveis por ações de recrutamento, seleção, treinamento, retenção e inserção de novos funcionários na cultura das empresas.

Perfil: formação acadêmica em psicologia, administração, gestão de recursos humanos, entre outras. Especializações, MBAs, mestrados, além de conhecimento em finanças e comportamento humano, são aspectos fundamentais do perfil descrito por Amanda Calado, head of business da 4hunter Consultoria.

Por que está em alta: “Em anos de crise temos que investir ainda mais no maior bem das empresas, que são as pessoas”, diz Amanda “Por isso, a área de recursos humanos têm que sair de trás da mesa e ajudar na tomada de decisão”. Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, também aposta nesta carreira e cita contratações extras em 2016 por conta das Olimpíadas. “O recrutador terá papel de destaque, assim como os que trabalham com treinamentos, para que os profissionais temporários estejam dentro dos padrões de qualidade das empresas”, diz.

16. Diretor de tecnologia (Chief Technology Officer)

O que faz: gerencia a área de tecnologia da empresa, traduzindo as necessidades do negócio em soluções.Perfil: formação acadêmica em matemática, estatística ou engenharia. Ter MBA ou mestrado também conta pontos, de acordo com a equipe da consultoria People Oriented.Por que está em alta: a tecnologia ganhou uma importância vital para todas as empresas, e é preciso acompanhar as mudanças na velocidade em que elas surgem. Nesse contexto, este profissional é valorizado na medida em que consegue otimizar custos, engajar clientes e trazer novas linhas de receita.

17. Arquiteto de sistemas

O que faz: dá suporte à usabilidade e facilidade de obtenção de informações em websites, intranets e comunidades online. 

Perfil: formação em arquitetura de sistemas, ciências da computação, análise de sistemas, matemática ou engenharia mecatrônica. Conhecimento em SOA e metodologia ITIL são desejáveis de acordo com Marília Filippetti, consultora sênior de Recrutamento em TI da Kelly Brasil. 

Por que está em alta: com a ascensão do comércio eletrônico, há cada vez mais demanda por profissionais capazes de manter estruturas robustas que suportem operações e transfiram dados em tempo real. 

18. Especialista/gerente em marketing digital

O que faz: gera informação e contra-informação a tempo de gerenciar eventuais crises, além de promover serviços e produtos na internet e nas redes sociais. Perfil: formação em marketing, publicidade e propaganda ou jornalismo, com especialização na área e profundo conhecimento das ferramentas de marketing digital. Profissionais com visão de negócio serão bastante disputados, de acordo com a Maxim Consultores.Por que está em alta: as empresas estão cada vez mais preocupadas em monitorar sua imagem nas redes sociais e em medir a temperatura dos acontecimentos em tempo real. Em um momento em que o digital ganha espaço no mercado, profissionais de marketing especializados em processos e ferramentas desse tipo estão em alta, segundo a avaliação da equipe da consultoria Michael Page. De acordo com os especialistas consultados, o segmento cresceu intensamente nos últimos anos e deve continuar essa trajetória em 2016.

19. Profissional de compras estratégicas

O que faz: é responsável pelas estratégias de negociação de compras. Perfil: “forte habilidade de negociação para ganhar margem ao negociar menor custo nas compras de produtos ou serviços”, diz Luis Fernando Martins, diretor da Hays.Por que está em alta: O varejo tem o desafio de preservar ou elevar margens, o que leva à caça por profissionais de nível sênior nesta carreira.

20. Gerente de logística

O que faz: lidera o departamento de logística, gerenciando questões relacionadas a fretes e armazenagens. Também faz estudos de terceirização para perceber onde pode haver diminuição de custos com garantia de qualidade em todas as etapas da cadeia logística.

Perfil: experiência estratégica e tática em logística, além de certificações em melhoria contínua, são itens que se destacam, segundo a consultoria Michael Page.

Por que está em alta: em meio à reestruturação de diversas empresas, a área de logística ganha destaque poimplicar grandes custos. Daí a necessidade de profissionais qualificados e experientes na área.

21. Engenheiro ambiental

O que faz: é responsável pela avaliação de diversas questões ambientais, tais como tratamento de água e solo, controle de resíduos e gestão do ecossistema. Pode atuar em empresas públicas ou privadas, além de organizações sem fins lucrativos.

Perfil: formação em engenharia ambiental. Segundo Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, é necessário ter uma pós para se especializar em uma área de atuação, como remediação de solos, por exemplo. Também conta pontos ter alta capacidade analítica, além de prudência e atenção aos detalhes. 

Por que está em alta: a preocupação com o meio ambiente tem crescido consistentemente nos últimos anos. Novas leis e fiscalizações exigem que as empresas cuidem de seus passivos ambientais. O caso da Samarco em Mariana (MG) é decisivo nesse contexto. “Após a tragédia causada pelo rompimento das barragens, a tendência é que o engenheiro ambiental seja extremamente solicitado para remediação das áreas afetadas, além de ajudar a evitar novos acontecimentos como esses da parte de outras empresas”, afirma a especialista.

22. Gerente agrícola

O que faz: é responsável pela gestão das unidades produtivas, no que diz respeito a planejamento das atividades agrícolas, orçamento, controle de custos e logística. Também gerencia o monitoramento de pragas e doenças, as recomendações agronômicas, planejamento varietal e experimentação agrícola, participando de implementações de novas tecnologias no campo.Perfil: formação em agronomia, com capacidade de interface com outras áreas. “Cada vez mais tem se exigido o inglês, bem como disponibilidade de mudança para regiões remotas. Os agrônomos precisam se preparar para desafios de gestão e se aprofundar na área financeira para assumirem cargos em multinacionais”, diz Leonardo Massuda, sócio diretor da Asap Recruiters. De acordo com ele, precisa-se de pessoas que tragam a simplicidade do campo associada à sofisticação para atuar com grandes players deste mercado.

Por que está em alta: “o agronegócio não ficou imune à crise, mas a demanda mundial por alimentos ainda não é suprida pela oferta”, diz Massuda. Neste contexto, o Brasil se destaca positivamente. O especialista ainda cita a chegada de investimentos estrangeiros e empresas nos últimos dez anos, o que fez aumentar a busca por qualidade e produtividade no campo e a demanda por profissionais fluentes em inglês.

23. Engenheiro eólico

(Divulgação/Google)O que faz: trabalha no planejamento e no desenvolvimento de projetos ligados à energia eólica. Também pode fazer a operação e manutenção de parques voltados para esse fim.

Perfil: formação em engenharia, preferencialmente elétrica. Cursos de especialização em energias renováveis e experiência prévia no segmento são requisitos, segundo a consultoria Asap.

Por que está em alta: diversos leilões vêm sendo promovidos pela Aneel para aumentar a oferta de energia. Muitos parques eólicos estão em fase de desenvolvimento de projeto, outros em construção e em operação, segundo avaliação de Karim Warrak, sócio-diretor da Asap Recruiters. De forma geral, profissionais da área de energia renováveis – não apenas a eólica – estão ganhando destaque no mercado brasileiro, de acordo com a consultoria Heidrick & Struggles.

24. Engenheiro de vendas técnicas

O que faz: é responsável pela venda de produtos, tecnologias e serviços técnicos para o mercado industrial.

Perfil: formação em engenharia mecânica, elétrica ou automação. Pós-graduação na área de negócios é um diferencial, segundo a Michael Page. De acordo com a equipe da Robert Half, formação altamente especializada é obrigatória. Inglês é mandatório em empresas com atuação em outros países, segundo Diego Barbosa, consultor sênior de recrutamento da Kelly Brasil. 

Por que está em alta: “com a ausência de crescimento esperado para 2016, este profissional tende a ganhar mais espaço porque seu perfil facilita a interação entre as áreas técnica e comercial”, diz Barbosa. “Sua presença reduz custos em empresas que possuem departamentos distintos para cada uma dessa funções”. Para profissionais fluentes em inglês e/ou espanhol também existe a chance de trabalhar em outros mercados da América do Sul que continuam crescendo, segundo o consultor da Kelly Brasil. 

25. Biomédico

O que faz: estuda, pesquisa, classifica e cataloga micro-organismos com o fim de prevenir as doenças e epidemias causadas por eles. Também investiga soluções e formas de tratamento.

Perfil: formação em ciências biomédicas, ou microbiologia. Após a graduação, afirma Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, o profissional deve se especializar no micro-organismo que irá estudar ou em uma área como imunologia, por exemplo. O biomédico típico é curioso, metódico, atento aos detalhes e empirista. Além disso, costuma ter uma formação acadêmica longa antes de ingressar na área de pesquisa de grandes laboratórios.Por que estará em alta: ano após ano, tem havido um incremento na incidência e na diversidade de epidemias no país. Em 2015, por exemplo, houve um surto de microcefalia. Diante desse cenário, afirma Jacqueline, o biomédico deverá ser cada vez mais requisitado pela indústria farmacêutica e pela área de saúde pública.