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Procura por antecipação do 13º dispara nos bancos

5 de setembro de 2016

O Santander registrou 57% de alta nas contratações de antecipação de 13º entre janeiro e junho, em comparação com o mesmo período de 2015. O tíquete médio dessa modalidade no banco é de R$ 1.800, a juros que variam entre 2,59% a. m. (mínimo) a 4,59% a.m. (máximo).

As antecipações de 13º no Itaú cresceram 25% no primeiro semestre. A taxa de juros mensal é a partir de 2,91% ao mês. Clientes podem antecipar qualquer valor, com limite de R$ 5.000.

Na Caixa, a alta nesse segmento de empréstimo foi de 14%. A taxa de juros é de 3,47% a.m., sendo que é permitido ao cliente antecipar até R$ 20 mil. O valor a ser liberado leva em conta a parcela líquida do 13º.

O Banco do Brasil teve aumento de 10% na procura pela antecipação do 13º entre janeiro e junho de 2016. Os clientes optam, normalmente, por solicitar as duas parcelas, sendo que o valor médio emprestado é de R$ 1.300 por cliente.

A instituição, assim como a Caixa, concede esse tipo de crédito a muitos funcionários públicos. Os juros médios praticados são de 3,48% a.m., mas pode variar dependendo do convênio que o banco tenha com o órgão pagador.  O BB disponibilizou para essa linha de crédito R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre.

Para o diretor-executivo de Estudos Financeiros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira, essa modalidade de empréstimo pode ser interessante para quem está com dívidas de cheque especial ou cartão de crédito, por exemplo.

“A primeira vantagem é o fato de que tem taxas de juros mais baratas que as demais modalidades. A segunda vantagem é o fato de que ele não precisa tirar do orçamento mensal dele o valor da parcela”.

Um exemplo citado por ele é o de uma pessoa que deva hoje R$ 1.800 de cartão de crédito. Se ela esperar até dezembro para pagar, terá que desembolsar R$ 3.148,21. Já se fizer a antecipação do 13º hoje, no valor de R$ 1.800, vai pagar R$ 2.025,92 no fim do ano.

Isso se confirmou no Banco do Brasil, onde 65% dos clientes que antecipam o 13º usam o dinheiro para quitar ou amortizar dívidas com juros mais altos.

O diretor da Anefac alerta que quem for contratar esse tipo de empréstimo precisa estar ciente das despesas que vão surgir lá na frente.

“O grande problema é que ele fazendo isso, lá na frente não vai ter o 13º. Muita gente usa esse dinheiro como uma reserva financeira para as despesas do começo de ano. Em janeiro tem IPTU, IPVA, matrícula escolar… esse aumento dessa linha de crédito tem a ver com a recessão econômica, inflação alta. É uma boa linha para dívidas mais caras, mas tem que tomar cuidado porque você está antecipando receita. É aquela história do cara vendendo o almoço para comer a janta”.

Por regra, o cliente só consegue antecipar o 13º no banco em que recebe o salário. É possível ainda que a instituição exija contracheques recentes e estabeleça um limite a ser emprestado. Uma vez aprovado o crédito, o dinheiro é liberado na hora.